O presente artigo analisa a relevância da pedagogia do afeto como elemento estruturante do cotidiano escolar e sua indissociabilidade do desenvolvimento cognitivo. Fundamentado nas teorias de Henri Wallon, Lev Vygotsky e Jean Piaget, o estudo discute como as relações interpessoais pautadas no acolhimento, na escuta ativa e na empatia transformam o ambiente de aprendizagem, superando modelos burocráticos e tecnicistas de ensino. Por meio de uma revisão bibliográfica e de uma abordagem sociocrítica, investiga-se o papel da liderança escolar e da coordenação pedagógica na gestão de pessoas, evidenciando que a afetividade não se restringe ao plano emocional privado, mas constitui um ato ético-político de promoção da justiça social e superação das desigualdades educacionais. Conclui-se que a consolidação de uma escola efetivamente participativa e comprometida com a transformação social depende da superação da "democracia estética" em prol de uma democracia vivida na práxis pedagógica cotidiana.