PEQUENAS CIDADES MINEIRAS E OS DESAFIOS NA PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL: O ICMS CULTURAL

Pensar Acadêmico

Endereço:
Avenida Getúlio Vargas - Coqueiro
Manhuaçu / MG
36900-350
Site: https://unifacig.edu.br/servicos/publicacoes/
Telefone: (33) 3339-5500
ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

PEQUENAS CIDADES MINEIRAS E OS DESAFIOS NA PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL: O ICMS CULTURAL

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 5
Autores: Alice Cristina de Souza Lopes, Luan Gomes da Silva, Arthur Zanuti Franklin
Autor Correspondente: Alice Cristina de Souza Lopes | [email protected]

Palavras-chave: Arquitetura e Urbanismo, Patrimônio Cultural, Gestão e Conservação, Lei Robin Hood, Minas Gerais

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente trabalho aborda a preservação do patrimônio cultural em pequenas cidades mineiras, evidenciando os desafios institucionais, financeiros e sociais enfrentados por esses municípios após a descentralização das políticas públicas promovida pela Constituição Federal de 1988. Argumenta-se que, embora a autonomia municipal tenha sido ampliada, a ausência de suporte técnico e financeiro tem dificultado a consolidação de políticas efetivas de preservação, especialmente em localidades com reduzida estrutura administrativa. Diante desse cenário, o estado de Minas Gerais instituiu a Lei Robin Hood. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é analisar o ICMS Cultural enquanto mecanismo de incentivo e fortalecimento das políticas de preservação do patrimônio cultural em pequenas cidades de Minas Gerais. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa e descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental de legislações, relatórios e publicações do IEPHA-MG. Os resultados apontam que o ICMS Cultural tem contribuído para o fortalecimento institucional, estimulando a criação de conselhos municipais, leis de proteção, inventários e ações educativas voltadas à valorização da memória local. Entretanto, persistem limitações relacionadas à ausência de profissionais especializados, à descontinuidade administrativa e à insuficiência dos recursos financeiros repassados. Conclui-se que o ICMS Cultural constitui um avanço na política de preservação do patrimônio em Minas Gerais, mas sua efetividade depende do fortalecimento técnico, da continuidade das ações e da integração das políticas culturais ao planejamento urbano e territorial das pequenas cidades.