O acesso aos serviços de saúde tem se mostrado um desafio constante na trajetória de pessoas LGBT. Considerando isso, este estudo objetivou analisar a percepção de pessoas LGBT sobre o seu acesso às unidades básicas de saúde de Guaiúba, no Ceará. Utilizou-se o método qualitativo, a partir do uso de entrevista semiestruturada e questionário socioeconômico. No total, sete pessoas foram entrevistadas entre os meses de agosto e outubro de 2019. Identificou-se a perpetuação de violações de direitos que reforçavam práticas de iniquidade e invisibilidade das demandas de saúde dessa população. O desrespeito ao nome social e as barreiras atitudinais foram práticas apontadas, criando abismos entre pessoas LGBT e os serviços de saúde. Diante disso, faz-se necessário que profissionais possam investir na capacidade de dialogar, construir e compartilhar cuidados que legitimem a diversidade humana.
Access to health services has been a constant challenge in the trajectory of LGBT people. Considering this, this study aimed to analyze the perception of LGBT people about their access to basic health units in Guaiúba, Ceará. The qualitative method was used, using a semi-structured interview and a socioeconomic questionnaire. In total, seven people were interviewed between August and October 2019. It was identified the perpetuation of rights violations that reinforced practices of inequity and invisibility of the health demands of this population. Disrespect for the social name and attitudinal barriers were practices pointed out, creating chasms between LGBT people and health services. Therefore, it is necessary that professionals can invest in the ability to dialogue, build and share care that legitimizes human diversity.
El acceso a los servicios de salud ha sido un desafío constante en la trayectoria de las personas LGBT. Considerando eso, este estudio tuvo como objetivo analizar la percepción de las personas LGBT sobre su acceso a las unidades básicas de salud en Guaiúba, Ceará. Se utilizó el método cualitativo, utilizando una entrevista semiestructurada y un cuestionario socioeconómico. En total, siete personas fueron entrevistadas entre agosto y octubre de 2019. Se identificó la perpetuación de violaciones de derechos que reforzaron prácticas de inequidad e invisibilización de las demandas de salud de esta población. La falta de respeto por el nombre social y las barreras actitudinales fueron prácticas señaladas, creando abismos entre las personas LGBT y los servicios de salud. Por lo tanto, es necesario que los profesionales puedan invertir en la capacidad de dialogar, construir y compartir cuidados que legitimen la diversidad humana.