Percepções de mulheres sobre o momento do parto e a assistência obstétrica recebida

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Percepções de mulheres sobre o momento do parto e a assistência obstétrica recebida

Ano: 2019 | Volume: 5 | Número: Especial
Autores: M. Benincasa, A. Navarro, N. L. de S. Bettiol, . G. V. Heleno
Autor Correspondente: M. Benincasa | [email protected]

Palavras-chave: assistência obstétrica, parto, violência obstétrica, saúde da mulher

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este estudo teve como objetivo investigar a percepção de mulheres primíparas, com gestação de baixo risco sobre à assistência recebida e a experiência de trabalho de parto e pós-parto imediato. A amostra foi composta de 90 mulheres e os dados coletados por meio de entrevistas, que foram gravadas, transcritas e analisadas por meio da análise de conteúdo, que gerou cinco categorias. Três apriorísticas que são: – intervenções durante o parto; sentimentos vivenciados durante o trabalho de parto, pós-parto imediato e relacionamento com a equipe. E duas que emergiram da análise dos dados: violência obstétrica percebida e violência obstétrica não percebida. Os resultados demonstraram que a forma de a mulher perceber seu trabalho de parto e pós-parto imediato está intimamente associada ao modelo de assistência oferecida durante este processo. As participantes que optaram pelo Parto Humanizado revelaram sentimentos de gratidão, superação e transformação positiva. Este fato não foi verificado em nenhum outro modelo de assistência. Aquelas que experienciaram a Cesárea Eletiva ou Violência Obstétrica não vivenciaram o trabalho de parto e manifestaram afeto em relação à equipe apenas durante o momento de encontro com o bebe.  Estas mulheres que foram vítimas de Violência Obstrética relataram indignação, revolta e desejo de vingança. Sugere-se estudos longitudinais que investiguem os prejuízos e benefícios destas manifestações afetivas intensas na identidade materna e no vínculo com o bebê.