Este estudo teve como objetivo investigar a percepção de mulheres primíparas, com gestação de baixo risco sobre à assistência recebida e a experiência de trabalho de parto e pós-parto imediato. A amostra foi composta de 90 mulheres e os dados coletados por meio de entrevistas, que foram gravadas, transcritas e analisadas por meio da análise de conteúdo, que gerou cinco categorias. Três apriorísticas que são: – intervenções durante o parto; sentimentos vivenciados durante o trabalho de parto, pós-parto imediato e relacionamento com a equipe. E duas que emergiram da análise dos dados: violência obstétrica percebida e violência obstétrica não percebida. Os resultados demonstraram que a forma de a mulher perceber seu trabalho de parto e pós-parto imediato está intimamente associada ao modelo de assistência oferecida durante este processo. As participantes que optaram pelo Parto Humanizado revelaram sentimentos de gratidão, superação e transformação positiva. Este fato não foi verificado em nenhum outro modelo de assistência. Aquelas que experienciaram a Cesárea Eletiva ou Violência Obstétrica não vivenciaram o trabalho de parto e manifestaram afeto em relação à equipe apenas durante o momento de encontro com o bebe. Estas mulheres que foram vítimas de Violência Obstrética relataram indignação, revolta e desejo de vingança. Sugere-se estudos longitudinais que investiguem os prejuízos e benefícios destas manifestações afetivas intensas na identidade materna e no vínculo com o bebê.