Introdução: A ascensão das fraturas de fêmur como causas de hospitalização entre idosos reflete o impacto do envelhecimento populacional e das condições de saúde associadas. Objetivo: Avaliar o perfil de internações de idosos em virtude de fraturas de fêmur no Brasil, especialmente na região Sul. Metodologia: Os dados foram extraídos do Sistema Hospitalar de Informação/DATASUS, considerando o período de 2013 a 2022, e analisou-se internações por faixa etária e sexo. A análise de tendência foi realizada pelo programa Stata14®, com o método de regressão de Prais-Winsten, e a taxa calculada por 1.000 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Resultados: A média nacional de internações por tal condição é de 2,23/1.000 habitantes, sendo a Região Sul a que registra a maior taxa, de 2,41/1.000 habitantes. As diferenças nas taxas entre as regiões sugerem que fatores ambientais, culturais e climáticos influenciam os desfechos clínicos. O Paraná apresenta maior taxa de hospitalização por fratura do fêmur no Sul, com índice de 2,56/1.000 habitantes em 2022. A regressão mostrou tendências significativas para o Paraná e Rio Grande do Sul, com valores de p de 0,002 e 0,018, respectivamente. Em 2021, durante a pandemia de COVID-19, os três estados registraram picos de internação. Considerações finais: Este estudo evidencia a necessidade de enfoque multidisciplinar no tratamento das fraturas de fêmur em idosos, incluindo prevenção e políticas de saúde específicas. A compreensão do perfil dessas interações é essencial para o desenvolvimento de intervenções eficazes para esta faixa etária e para a saúde pública.
Introduction: The rise in femur fractures as causes of hospitalization among the elderly in Brazil reflects the impact of population aging and associated health conditions. Objective: Evaluate the profile of hospitalizations of older adultsdue to hip fractures in Brazil, especially in the Southern region.Methodology: Data were extracted from SIH/DATASUS, covering the period from 2013 to 2022, and hospitalizations due to femur fractures in the elderly were analyzed by age group and gender. The trend analysis was performed using Stata14®software, employing the Prais-Winsten regression method, and the rate was calculated per 1,000 inhabitants, according to data from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE).Results: Hospitalization rates for femur fractures are high, with greater prevalence among women. Factors such as osteoporosis and sarcopenia are significant determinants, with falls being the primary cause. The differences in rates between the regions suggest that environmental, cultural, and climatic factors influence clinical outcomes.Paraná has the highest hospitalization rate in the Southern region during the period analyzed. In 2021, during the COVID-19 pandemic, all three states recorded hospitalization peaks. Conclusions: This study highlights the need for a multidisciplinary approach to femur fractures in the elderly, including prevention, rehabilitation, and targeted health policies. The financial impact of these hospitalizations underscores the urgency of interventions to mitigate the impact of such fractures. Understanding the profile of femur fracture hospitalizations in the elderly is essential for developing effective interventions for this vulnerable population and for public health.
Introducción: El aumento de las fracturas de fémur como causa de hospitalización en la población de avanzada edad refleja el impacto del envejecimiento de la población. Objetivo: Evaluar el perfil de hospitalizaciones de ancianos debido a fracturas de fémur en Brasil,especialmente en la región Sur.Metodología: Los datos fueron extraídos del Sistema Hospitalario de Información/DATASUS, considerando el período de 2013 a 2022, y se analizaron hospitalizaciones por grupo etario y sexo. El análisis de tendencia se realizóutilizando el programa Stata14®, con el método de regresión de Prais-Winsten, y la tasa se calculó por cada 1.000 habitantes, según datos del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE).Resultados: La media nacional de hospitalizaciones por esta condición es de 2,23/1.000, siendo la región Sur la que registra la mayor tasa, de 2,41/1.000. Las diferencias en las tasas entre las regiones sugieren que factores ambientales, culturales y climáticos influyen en los resultados clínicos.Paraná presentamayor tasa de hospitalización en la región Sur, con un índice de 2,56/1.000. El regresión mostró valores significativos para Paraná y Rio Grande do Sul, con p de 0,002 y 0,018, respectivamente. En 2021, durante la pandemia de COVID-19, los tres estados registraron picos de hospitalización. Conclusiones: Este estudio resalta la necesidad de un enfoque multidisciplinario en el tratamiento de las fracturas de fémur en personas mayores, incluyendo la prevención y políticas de salud. Comprender el perfil de estas interacciones es esencial para el desarrollo de intervenciones eficaces para este grupo y para la salud pública.