Os Agentes de Combate às Endemias desempenham papel relevante na vigilância e controle de doenças, estando frequentemente expostos a múltiplos fatores de risco laboral e psicossocial. O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil sociodemográfico e as condições de saúde autorreferidas desses profissionais. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e descritivo, realizado entre julho e agosto de 2024, no município de Montes Claros (MG), com 304 Agentes de Combate às Endemias em exercício da função. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado e autoaplicável, elaborado com base em instrumentos validados e nas diretrizes do Ministério da Saúde (2009). As análises foram conduzidas no software SPSS 20.0, utilizando estatística descritiva. Os resultados evidenciaram predominância do sexo masculino (82,2%) e concentração na faixa etária entre 40 e 59 anos (50,7%), com ensino médio completo ou superior (80,6%) e renda familiar entre dois e cinco salários-mínimos (80%). A maioria apresentava mais de dois anos de atuação profissional (63,5%) e vínculo consolidado com o serviço público. Em relação à saúde, as condições foram autorreferidas, com maior frequência de ansiedade, problemas na coluna vertebral e hipertensão arterial. Conclui-se que os Agentes de Combate às Endemias de Montes Claros apresentam perfil sociodemográfico caracterizado por vínculos laborais consolidados e elevada frequência de condições de saúde autorreferidas, o que reforça a necessidade de ações institucionais voltadas à promoção da saúde, à vigilância em saúde do trabalhador e à melhoria das condições de trabalho. Ressalta-se a importância de estudos multicêntricos que ampliem a compreensão sobre as condições de vida, trabalho e saúde desses profissionais.
Endemic Disease Control Agents play a relevant role in disease surveillance and control and are frequently exposed to multiple occupational and psychosocial risk factors. This study aimed to describe the sociodemographic profile and self-reported health conditions of these professionals. This is a descriptive, cross-sectional epidemiological study conducted between July and August 2024, in the municipality of Montes Claros (MG), involving 304 Endemic Disease Control Agents currently active in the role. Data were collected using a structured, self-administered questionnaire developed based on validated instruments and Ministry of Health guidelines (2009). Analyses were performed using SPSS 20.0 software, applying descriptive statistics. The results showed a predominance of males (82.2%) and an age range between 40 and 59 years (50.7%), with complete high school or higher education (80.6%) and a family income between two and five minimum wages (80%). Most participants had more than two years of professional experience (63.5%) and a stable employment relationship with the public service. Regarding health, self-reported conditions were more frequently anxiety, spinal problems, and hypertension. It is concluded that Endemic Disease Control Agents in Montes Claros present a sociodemographic profile characterized by consolidated employment ties and a high frequency of self-reported health conditions, reinforcing the need for institutional actions focused on health promotion, occupational health surveillance, and improvement of working conditions. The importance of multicenter studies to broaden the understanding of the living, working, and health conditions of these professionals is emphasized.
Los Agentes de Combate a Endemias desempeñan un papel relevante en la vigilancia y control de enfermedades, estando frecuentemente expuestos a múltiples factores de riesgo laboral y psicosocial. El presente estudio tuvo como objetivo describir el perfil sociodemográfico y las condiciones de salud autorreferidas de estos profesionales. Se trata de un estudio epidemiológico, transversal y descriptivo, realizado entre julio y agosto de 2024, en el municipio de Montes Claros (MG), con 304 Agentes de Combate a Endemias en ejercicio de la función. Los datos fueron recolectados mediante un cuestionario estructurado y autoaplicable, elaborado con base en instrumentos validados y en las directrices del Ministerio de Salud (2009). Los análisis se realizaron en el software SPSS 20.0, utilizando estadística descriptiva. Los resultados evidenciaron un predominio del sexo masculino (82,2%) y una concentración en el grupo etario de 40 a 59 años (50,7%), con educación secundaria completa o superior (80,6%) e ingresos familiares entre dos y cinco salarios mínimos (80%). La mayoría presentaba más de dos años de experiencia profesional (63,5%) y un vínculo consolidado con el servicio público. Con relación a la salud, las condiciones autorreferidas más frecuentes fueron ansiedad, problemas en la columna vertebral e hipertensión arterial. Se concluye que los Agentes de Combate a Endemias de Montes Claros presentan un perfil sociodemográfico caracterizado por vínculos laborales consolidados y una elevada frecuencia de condiciones de salud autorreferidas, lo que refuerza la necesidad de acciones institucionales orientadas a la promoción de la salud, la vigilancia en salud del trabajador y la mejora de las condiciones laborales. Se resalta la importancia de estudios multicéntricos que amplíen la comprensión sobre las condiciones de vida, trabajo y salud de estos profesionales.