Performances de Gênero no Maracatu Rural Pernambucano: Travestilidade Masculina em um Folguedo Popular

Cadernos de Gênero e Diversidade

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Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Performances de Gênero no Maracatu Rural Pernambucano: Travestilidade Masculina em um Folguedo Popular

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 4
Autores: A. V. Silva
Autor Correspondente: A. V. Silva | [email protected]

Palavras-chave: Gênero, Rural, Travestilidade, Folguedo Popular

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este estudo tem por objetivo compreender as relações de gênero e sexualidade no contexto da travestilidade no maracatu rural em Pernambuco. O recorte do campo é uma manifestação popular, que é também um ritual e possibilita evidenciar performances, experiências, práticas e significados, que podem elucidar dimensões subjetivas e ideológicas das relações de gênero e da sexualidade. Na tentativa de aprofundar algumas questões significativas acerca das dimensões sociais evidenciadas na elaboração e performatização de personagens femininos encenados por homens travestidos no maracatu rural pernambucano, buscou-se fazer um estudo etnográfico a partir de observações das trajetórias de travestilidade de homens brincantes do maracatu em ensaios e apresentações durante o período carnavalesco. Durante esse momento foram efetuadas conversas informais com os homens que participam dos grupos de maracatu travestidos de mulher. Essa travestilidade se relaciona com a constituição da pessoa, com enfoque nas simbologias e classificações de gênero, originando práticas sexuais normatizadas, que incluem relações com o mesmo sexo e com o sexo oposto, até certo ponto contrastivo com a norma ocidental numa dimensão grupal. A inversão de papeis masculinos e femininos não significa reafirmar a diferença, nem suspendê-la, mas (re)significá-la no contexto das relações sociais.