O presente artigo tem como objetivo revisitar a teoria da performatividade de gênero da pessoa filósofa estadunidense Judith Butler, de modo a apresentar pontos de dissidência de sua teoria para o campo dos estudos feministas, de gênero e sexualidade. Para tanto, a teoria butleriana concernente à gênero e performatividade é apresentada, assim como algumas críticas a suas concepções, a partir do filósofo francês Michel Kail e da feminista literária portuguesa Isabel Magalhães. O retorno à teoria de Butler é promovido de forma a encontrar possibilidades de tensionamento com as críticas apresentadas, concernentes sobretudo à relação entre materialidade e linguagem, operando aqui, portanto, a crítica da crítica.