O presente artigo discutiu o uso de plataformas educacionais no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, considerando suas possibilidades pedagógicas, seus limites formativos e as exigências de mediação docente diante da cultura digital. O problema que orientou a reflexão foi: de que modo as plataformas educacionais podem favorecer a aprendizagem nos anos iniciais sem reduzir o ensino a atividades automatizadas, fragmentadas ou excessivamente dependentes de recursos digitais? O objetivo foi analisar as plataformas educacionais como ambientes de apoio ao trabalho pedagógico, observando suas contribuições para a organização das práticas escolares, para o acompanhamento da aprendizagem e para a ampliação das linguagens presentes no cotidiano infantil. A pesquisa assumiu caráter bibliográfico e qualitativo, apoiando-se em autores da educação, da mediação tecnológica e dos multiletramentos, bem como em documentos normativos brasileiros. A análise indicou que tais plataformas podem enriquecer o repertório formativo dos estudantes quando articuladas ao planejamento, à intencionalidade pedagógica e à leitura crítica dos dados gerados. Concluiu-se que o valor educativo desses ambientes não reside na ferramenta em si, mas na forma como o professor os integra às experiências de leitura, escrita, investigação, colaboração e autoria nos primeiros anos escolares.