Poéticas do subtexto na narrativa hispano-americana: contribuições de Borges, Carpentier e Vargas Llosa para o ensino da Escrita Criativa

Odisseia

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ISSN: 1983-2435
Editor Chefe: Samuel Anderson de Oliveira Lima e Marcelo da Silva Amorim
Início Publicação: 31/07/2008
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Letras, Área de Estudo: Linguística

Poéticas do subtexto na narrativa hispano-americana: contribuições de Borges, Carpentier e Vargas Llosa para o ensino da Escrita Criativa

Ano: 2025 | Volume: 10 | Número: 2
Autores: F. E. Z. Zaldívar
Autor Correspondente: F. E. Z. Zaldívar | [email protected]

Palavras-chave: literatura hispano-americana, escrita criativa, subtexto, Jorge Luis Borges, Alejo Carpentier, Mario Vargas Llosa.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O objetivo deste artigo é demonstrar que é possível neutralizar a potencial influência da didática anglo-saxônica da escrita criativa sobre a produção literária hispano-americana, tomando as poéticas ficcionais e as obras narrativas de autores canônicos hispano-americanos como ponto de partida para o ensino da escrita criativa a estudantes hispano-parlantes. Optando pelo estudo de caso como abordagem metodológica, analisamos a reflexão sobre o subtexto e seu uso como procedimento nas obras de três autores fundamentais do cânone continental: Jorge Luis Borges, Alejo Carpentier e Mario Vargas Llosa. Evidencia-se que, para criar o subtexto, Jorge Luis Borges utiliza o “enredo secreto” ou a “história oculta”, Alejo Carpentier a alegoria e Mario Vargas Llosa o “dado oculto”.



Resumo Espanhol:

 

El propósito de este artículo es demostrar que resulta posible contrarrestar la potencial influencia de la didáctica de la escritura creativa anglosajona sobre la producción literaria hispanoamericana, si se toman las poéticas ficcionales y las obras narrativas de autores hispanoamericanos canónicos como punto de partida para la enseñanza de la escritura creativa a alumnos hispanohablantes. Optando por el estudio de caso como abordaje metodológico, se analiza la reflexión sobre el subtexto y su uso como procedimiento en las obras de tres autores fundamentales del canon continental: Jorge Luis Borges, Alejo Carpentier y Mario Vargas Llosa. Se brindan evidencias de que, para crear subtexto, Jorge Luis Borges se vale del "argumento secreto" o la "historia oculta", Alejo Carpentier de la alegoría y Mario Vargas Llosa del "dato escondido".