PODER ALGORÍTMICO E SERVIDÃO DIGITAL: IDENTIDADE, SENTIDO E DOMINAÇÃO NA ERA DA UBERIZAÇÃO DO TRABALHO

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

PODER ALGORÍTMICO E SERVIDÃO DIGITAL: IDENTIDADE, SENTIDO E DOMINAÇÃO NA ERA DA UBERIZAÇÃO DO TRABALHO

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 5
Autores: José Vitor da Silva Soares, Rita de Cassia Martins de Oliveira Ventura, Kesley Gonçalves Bertany
Autor Correspondente: José Vitor da Silva Soares | [email protected]

Palavras-chave: Identidade, Poder Algorítmico, Precarização, Sentido do Trabalho, Uberização

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo analisa os impactos da Reforma Trabalhista de 2017 e da expansão das plataformas digitais sobre o sentido e a identidade no trabalho, tomando como referência a experiência de motoristas e entregadores vinculados a aplicativos. A partir de uma abordagem psicanalítica e crítica das organizações, o estudo discute como a flexibilização das relações laborais e o avanço da tecnologia criaram novas formas de dominação simbólica, baseadas no controle algorítmico e na vigilância invisível. Os resultados obtidos com a aplicação de questionários padronizados revelam médias moderadas de significado e fontes de sentido, mas baixa centralidade do trabalho na vida dos participantes, indicando que o trabalho por aplicativos, embora necessário à sobrevivência, não se consolida como eixo estruturante da identidade. A análise mostra que o poder das plataformas não se restringe à produtividade, mas alcança a subjetividade, moldando comportamentos e percepções por meio de sistemas de avaliação e recompensas numéricas. Conclui-se que essas empresas se configuram como novas instituições de poder, capazes de transformar a autonomia em controle e a liberdade em servidão digital. O artigo defende a urgência de uma reforma legal que reconheça os trabalhadores de plataforma como profissionais de fato, com direitos, proteção social e amparo psicológico, reafirmando o trabalho como espaço de dignidade, reconhecimento e pertencimento humano.