Os estudos atuais sobre política ambiental no contexto do mercado imobiliário tratam na maioria da regulação dos espaços socioambientais no urbano. Observa-se a dinâmica do mercado imobiliário como mecanismo excludente nos espaços urbanos provocando degradação ambiental. A apropriação imobiliária nos espaços ambientais representa desafios entre a modernidade urbanística e a necessidade de preservação do ambiente natural. Os símbolos ambientais utilizados pelo mercado imobiliário apontam o ambiente natural no processo de mercantilização, geram ofertas através do uso dos selos ecológicos e consolidam a mercadoria natureza no comércio capitalista dos símbolos ambientais. Deste modo, o objeto de pesquisa é a Região Metropolitana do Recife (RMR), Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, cidades onde a natureza transformada em símbolos ambientais pelo mercado empreendedor tornou-se cada vez mais visível. A análise parte da bibliografia temática, documentos e levantamento empírico nos espaços litorâneos destas cidades representantes da natureza expropriada pelo mercado imobiliário. Os resultados apontam a natureza sendo explorada de forma contínua como mercadoria nos discursos oficiais das oligarquias empreendedoras do setor imobiliário turístico
The current studies on environmental policy in the context of the housing market deal in the majority of the regulation of socialenvironmental spaces in the urban. It is observed the dynamics of the housing market as an exclusionary mechanism in urban spaces causing environmental degradation. The housing market appropriation in environmental spaces represents challenges between urban modernity and the need to preserve the natural environment. The environmental symbols used by the housing market point the natural environment in the process of commodification, generate offers through the use of ecological stamps and consolidate the commodity nature in the capitalist trade of environmental symbols. Thus, the research object is the RMR, Cabo de Santo Agostinho and Ipojuca, cities where nature transformed into environmental symbols by the entrepreneurial market has become increasingly visible. The analysis starts from the thematic bibliography, documents and empirical survey in the coastal spaces of these cities representing the nature expropriated by the housing market. The results point to nature being continuously exploited as a commodity in the official discourses of the entrepreneurial oligarchies of the tourism real estate sector.