Políticas institucionais para gestão de dados de pesquisa: uma análise das estruturas universitárias holandesas

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ISSN: 1808-5245
Editor Chefe: Thiago Henrique Bragato Barros
Início Publicação: 01/01/1986
Periodicidade: Quinzenal
Área de Estudo: Ciência da informação

Políticas institucionais para gestão de dados de pesquisa: uma análise das estruturas universitárias holandesas

Ano: 2026 | Volume: 32 | Número: Não se aplica
Autores: Ana Lúcia da Silva Araújo, Luana Farias Sales
Autor Correspondente: Ana Lúcia da Silva Araújo | [email protected]

Palavras-chave: gestão de dados de pesquisa, universidades brasileiras, governança de dados científicos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O estudo analisa o conteúdo normativo das políticas institucionais para gestão de dados de pesquisa adotadas por universidades holandesas, com o objetivo de identificar seus elementos estruturais, estratégias de gestão e grau de alinhamento com princípios que asseguram a encontrabilidade, acessibilidade, interoperabilidade e reutilização dos dados. A pesquisa tem caráter qualitativo, de natureza exploratória e baseia-se na análise documental sistemática de fontes formais e oficiais das universidades. Os achados permitiram mapear a frequência e a distribuição de elementos comuns, bem como identificar lacunas conceituais e operacionais. Os resultados evidenciaram a consolidação de um modelo de governança articulado entre instâncias nacionais, europeias e institucionais, sustentado pela integração de infraestruturas digitais, apoio técnico especializado e definição de responsabilidades. As políticas analisadas demonstram forte aderência aos princípios FAIR, reforçando a obrigatoriedade do compartilhamento de dados e a responsabilidade ética e legal das instituições. Contudo, persistem fragilidades em aspectos como metadados, descarte, gestão de custos e clareza terminológica. Conclui-se que o modelo holandês constitui uma referência pela maturidade de suas práticas e pela integração entre abertura e proteção dos dados. Os resultados oferecem subsídios teóricos e práticos para universidades brasileiras desenvolverem políticas abrangentes, alinhadas a padrões internacionais e sensíveis às especificidades locais, contribuindo para a institucionalização da gestão de dados de pesquisa e para o fortalecimento da ciência aberta no Brasil.



Resumo Inglês:

This study analyses the normative content of institutional policies for research data management adopted by Dutch universities, aiming to identify their structural elements, management strategies, and degree of alignment with principles that ensure data findability, accessibility, interoperability, and reusability. The research is qualitative and exploratory in nature, based on systematic documentary analysis of formal and official sources from universities. The findings allowed mapping the frequency and distribution of common elements, as well as identifying conceptual and operational gaps. The results revealed the consolidation of a governance model articulated across national, European, and institutional levels, supported by the integration of digital infrastructures, specialised technical support, and clearly defined responsibilities. The analysed policies demonstrate strong adherence to the FAIR principles, reinforcing both the mandatory nature of data sharing and the ethical and legal responsibilities of institutions. However, weaknesses remain in areas such as metadata, data disposal, cost management, and terminological clarity. It is concluded that the Dutch model serves as a reference for the maturity of its practices and the balance achieved between data openness and protection. The results provide theoretical and practical insights for Brazilian universities to develop comprehensive policies aligned with international standards while remaining sensitive to local specificities, thus contributing to the institutionalisation of research data management and the strengthening of open science in Brazil.