O estudo apresenta reflexões sobre desafios e possibilidades da participação social em saúde mental a partir de pesquisa de abordagem qualitativa, que utilizou a história oral para explorar trajetórias de vida de doze pessoas usuárias e profissionais atuantes na luta antimanicomial. Os resultados apontam para a importância da formação e capacitação permanente de profissionais na direção de uma atuação mais comprometida com valores de cidadania e direitos humanos. Indicam que os avanços obtidos na política de saúde mental brasileira que culminaram em marcos legais e que visam estruturar uma política baseada no cuidado em liberdade e nas práticas de atenção psicossocial estão intimamente ligados aos processos formais e informais de participação. A pesquisa aponta que a participação em saúde mental demanda uma abordagem distinta, crítica e sensível, capaz de reconhecer e potencializar estratégias que promovam a autonomia e o protagonismo das pessoas usuárias.
This study presents reflections on the challenges and possibilities of social participation in mental health, based on qualitative research that used oral history to explore the life trajectories of twelve users and professionals active in the anti-asylum movement. The results point to the importance of ongoing training and development of professionals towards a more committed approach to citizenship values and human rights. They indicate that the advances achieved in Brazilian mental health policy, culminating in legal frameworks aimed at structuring a policy based on care in freedom and psychosocial care practices, are intimately linked to formal and informal processes of participation. The research suggests that participation in mental health demands a distinct, critical, and sensitive approach, capable of recognizing and enhancing strategies that promote the autonomy and protagonism of users.