Para estimar o potencial energético das principais fontes de biomassa da região Nordeste do Brasil, de lenha da caatinga; resÃduos agrÃcolas e urbanos: casca de arroz, resÃduos da silvicultura, esterco (bovino, suÃno, caprino e avÃcola), resÃduos sólidos urbanos (RSU); derivados da cana-de-açúcar (etanol, bagaço e vinhaça) e oleaginosas (amendoim, babaçu, coco-da-baÃa, dendê, girassol, mamona, soja) foi feito um levantamento da produção divulgada nas bases de dados 2010 do IBGE e do potencial de geração de energia, estimado através de cálculos de conversão energética, baseados no poder calorÃfico e na disponibilidade de cada biomassa, considerando o produto destas duas grandezas. As biomassas que apresentaram maior disponibilidade energética foram o bagaço de cana de açúcar, 143.725 MWh, a lenha da caatinga, 87.740 MWh, os resÃduos urbanos, 27.941 MWh, o etanol, 17.649 MWh, e o coco-baÃa 13.063 MWh. Nas potencialidades locais, merece destaque a biomassa do babaçu, no estado do Maranhão, a biomassa do coco-da-baÃa, nos litorais do Ceará, Bahia e Sergipe e nos perÃmetros irrigados no Vale do São Francisco, e a biomassa do dendê, no Sudeste da Bahia. Se as fontes de biomassa estudadas fossem utilizadas em sua totalidade para fins energéticos, somariam cerca de 119,5 milhões de tonelada, que considerando a eficiência do processo de conversão energética, produziria cerca de 55.000 GWh por ano, correspondente a grande parte da energia elétrica consumida no Nordeste em 2010, que foi igual a 60.592 GWh.