Prevalência de anemia em mulheres em idade reprodutiva no Sul do Brasil

Boletim Da Saúde

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Início Publicação: 31/10/1969
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Saúde coletiva

Prevalência de anemia em mulheres em idade reprodutiva no Sul do Brasil

Ano: 2003 | Volume: 17 | Número: 1
Autores: Maria Teresa A .Olinto1 Juvenal S. Dias da Costa, Denise P. Gigante, Ana M. B. Menezes, Silvia Macedo, Rovane Schwengber, Luis Carlos Nacul
Autor Correspondente: Maria Teresa A .Olinto | [email protected]

Palavras-chave: anemia, saúde da mulher, estudo transversal, prevalência

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A deficiência de ferro é uma das carências nutricionais mais comuns no mundo.
Quando prolongada, resulta em anemia. As mulheres em idade reprodutiva, principalmente as gestantes,
são as mais atingidas. Foi realizado um estudo transversal de base populacional, com uma amostra
de mulheres de 20 a 49 anos, com o objetivo de estudar a prevalência de anemia ferropriva em
mulheres de idade reprodutiva residentes no sul do Brasil. A partir de uma amostra de 1.122 mulheres
adultas (20 a 60 anos), residentes na zona urbana de Pelotas, selecionou-se sistematicamente uma
subamostra de 137 mulheres que realizaram exames bioquímicos de concentração de hemoglobina
e hematócrito. A prevalência de anemia avaliada através de Hb < 12,0 g/dL – ao nível do mar, foi de
21,9% (IC95%:15,0 – 28,8). Não houve diferença estatisticamente significativa nas prevalências de
anemia entre as categorias de renda familiar, escolaridade, raça e faixa etária. Houve diferença entre
as prevalências de anemia de acordo com a classe social, variando de 14% (classes A e B), 18%
(classe C) e 35% (classes D e E) – p<0,05. Além desses resultados evidenciarem a determinação
social da anemia, espera-se possam servir de fonte para futuras comparações a partir das medidas de
prevenção que estão sendo implementadas no País.



Resumo Inglês:

Iron deficiency is one of the most common nutritional deficiencies worldwide, which when prolonged results in anaemia. Women in the reproductive age, particularly those who are pregnant,
are the most affected. A population based cross-sectional study was conducted with a sample of
women aged between 20 and 49 years, aiming to study the prevalence of iron deficiency anaemia in
women in the reproductive age living in South of Brazil. From a sample of 1122 adult women (between
20 and 60 years old) residing in the urban area of Pelotas, a sub-sample of 137 women in the
reproductive age was selected systematically and had their plasma haemoglobin (Hb) concentrations
measured. The prevalence of anaemia ascertained by Hb measurements under 12 g/dl at sea level,
was 21.9% (95% CI= 15.0 to 28.8). No statistically significant difference on the prevalence of anaemia
was found according to family income, education level, ethnic group or age group. The prevalence of
anaemia varied according to social class, varying from 14% (classes A and B), 18% (class C) to 35%
(class D and E) (p<0.05). The results of the study, besides showing the social determination of
anaemia, are expected to be useful for future comparisons that may follow preventive measures being
implemented in the country.



Resumo Espanhol:

La deficiencia de hierro es una de las carencias nutricionales más comunes en el
mundo y cuando se prolonga produce anemia. Las mujeres en edad reproductiva, principalmente las
gestantes son las más afectadas. Se realizó un estudio transversal de base poblacional con una
muestra de mujeres de 20 a 49 años con el objetivo de estudiar la prevalencia de anemia por carencia
de hierro en mujeres de edad reproductiva residentes en el sur de Brasil. A partir de una muestra de 1122
mujeres adultas (20 a 60 años) residentes en la zona urbana de Pelotas se seleccionó sistemáticamente
una sub-muestra de 137 mujeres que realizaron exámenes bioquímicos de concentración de hemoglobina
y hematocrito. La prevalencia de anemia evaluada a través de Hb <12,0 g/dL – al nivel del mar, fue de
21,9% (IC95%:15,0 – 28,8). No hubo diferencia estadísticamente significativa en las prevalencias de
anemia entre las categorías de ingreso familiar, escolaridad, raza y faja etaria. Hubo diferencia entre las
prevalencias de anemia de acuerdo con la clase social con niveles de 14% (clases A y B), 18% (clase
C) y 35% (clases D y E) – p<0,05. Además de éstos resultados poner de manifiesto la determinación
social de la anemia, se espera puedan servir de fuente para futuras comparaciones luego de la
implementación de las medidas de prevención que están siendo realizadas en el país.