PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS ENTRE ACADÊMICOS DE FONOAUDIOLOGIA

Revista Interdisciplinar em Saúde - (RIS)

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ISSN: 2358-7490
Editor Chefe: Ankilma Andrade do Nascimento Feitosa
Início Publicação: 06/09/2014
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS ENTRE ACADÊMICOS DE FONOAUDIOLOGIA

Ano: 2021 | Volume: 8 | Número: 1
Autores: Mariana Nunes Azevedo de Melo, Ana Lúcia Basilio Carneiro, Lindair Alves da Silva, Semírames Cartonilho de Souza Ramos, Arthur Willian de Lima Brasil.
Autor Correspondente: Mariana Nunes Azevedo de Melo | [email protected]

Palavras-chave: Pessimismo; Ideação Suicida; Tristeza; Cefaleia; Dor.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

OBJETIVO: Verificar a prevalência de sintomas depressivos entre acadêmicos de fonoaudiologia e suas relações com outros sintomas e relatos clínicos. MÉTODO: Estudo observacional, transversal e quantitativo realizado em uma instituição pública de ensino superior com acadêmicos do 1º ao 8º período, com idade superior a 18 anos. Foram utilizados dois instrumentos para coleta de dados: um questionário sociodemográfico e de saúde e o Inventário de Depressão Beck (Beck Depression Inventory - BDI). RESULTADOS: Participaram da pesquisa 119 acadêmicos com idade entre 18 e 40 anos, média de 21,65±3,84 anos. Os voluntários eram em sua maioria do gênero feminino (82,4%), solteiros (90,8%) e cristãos (76,5%). Eles declararam não fumar (96,6%), não beber (67,2%), não praticar atividade física (68,9%) e não possuir plano de saúde (62,3%). A intensidade de depressão foi distribuída entre os níveis mínimo (41,2%), leve (33,6%), moderado (17,6%) e grave (7,6%). No BDI os itens tristeza (53,0%), pessimismo (33,9%) e ideias suicidas (23,6%) apresentaram percentuais preocupantes. A média do BDI foi significativamente maior (p<0,05) entre os que se sentem doentes, sentem dor todo dia, fizeram tratamento psiquiátrico, neurológico ou psicológico, apresentaram história de depressão clínica, tristeza, insônia, ansiedade, cefaleia, pesadelos e ideias suicidas. CONCLUSÃO: Os dados confirmam o movimento crescente do sofrimento psíquico no contexto universitário e mostram uma demanda reprimida pelo cuidado integral. Isto reforça a necessidade de pautar a temática, esclarecer e sensibilizar a instituição e os atores envolvidos no processo de cuidar.



Resumo Inglês:

OBJECTIVE: To verify the prevalence of depressive symptoms among speech therapy students and their relationship with other symptoms and clinical reports. METHOD: A observational, transversal and quantitative study conducted in a public higher education institution with undergraduate students from the 1st to 8th semesters, aged over 18 years. Two data collection instruments were used: a sociodemographic and health questionnaire and the Beck Depression Inventory - BDI). RESULTS: Took part in the research 119 undergraduate students between 18 and 40 years of age, average age was 21.65±3.84 years. The volunteers were in the majority of the female gender (82.4%), single (90.8%) and Christians (76.5%). They declared to not be smokers (96.6%), to not drink (67.2%), to not practice physical activity (68.9%) and did not have a healthcare plan (62.3%). The intensity of the depression was distributed between the following levels: minimum (41.2%), mild (33.6%), moderate (17.6%) and severe (7.6%). In the BDI the sadness (53.0%), pessimism (33.9%) and suicidal ideation (23.6%) presented worrisome percentages. The average of the BDI was significantly higher (p<0.05) among those who feel sick, feel pain every day, underwent psychiatric, neurological or psychological treatment, presented history of clinical depression, sadness, insomnia, anxiety, cephalea, nightmares and suicidal ideation. CONCLUSION: The data confirmed the growing movement of the psychological distress in the university context and show a restrained demand for integral care. This reinforces the need to guide the topic, clarify and sensitize the institution and the participants in the process of caring.