Introdução: O envelhecimento populacional acelerado eleva significativamente a prevalência de quedas entre idosos, configurando problema de saúde pública de alta complexidade. As quedas são eventos multifatoriais com impacto clínico, funcional, psicossocial e econômico expressivo. Objetivo: Avaliar, em idosos com idade ≥ 65 anos, a prevalência de quedas e sua associação com fatores de risco e repercussões clínicas, funcionais e psicossociais. Métodos: Revisão sistemática elaborada conforme PRISMA 2020, com buscas em agosto de 2025 nas bases MEDLINE (PubMed), SciELO e LILACS. Foram incluídos estudos originais observacionais, publicados entre 2014 e 2024, em português e inglês, envolvendo indivíduos com 65 anos ou mais. A seleção foi conduzida por dois revisores independentes. A qualidade metodológica foi avaliada pela Newcastle-Ottawa Scale (NOS) para estudos de coorte e pela AXIS para estudos transversais, e a certeza da evidência pelo GRADE. Resultados: Dos 519 estudos identificados, 32 preencheram os critérios de elegibilidade. A prevalência de quedas variou de 11% a 41%, predominando entre mulheres e idosos longevos (≥ 80 anos). Os principais fatores associados foram idade avançada, multimorbidade, déficits sensoriais, fragilidade, polifarmácia e fatores ambientais domiciliares. As consequências incluíram fraturas, declínio funcional, medo de novas quedas e aumento expressivo das internações e custos hospitalares. A mortalidade apresentou tendência crescente entre idosos ≥ 80 anos. Conclusão: As quedas em idosos constituem marcador de fragilidade e vulnerabilidade, exigindo intervenções multidimensionais que integrem rastreamento precoce, reabilitação funcional e adequação ambiental, com prioridade nas políticas públicas de envelhecimento saudável.