Este artigo apresenta algumas questões vinculadas à produção de
subjetividade nos cursos de administração, propondo pensar alguns
aspectos da lógica predominante na atualidade articulados à produção de
subjetividade. Enfoca os cursos de administração, dada a sua proliferação
em torno da demanda por uma mão-de-obra qualificada para atender a
exigências sempre cambiantes. Para atender a tais exigências e manteremse incluÃdos no sistema, muitos operários-alunos e executivouniversitários de que nos falou Deleuze (1992), buscam essa formação.
Que modos de subjetivação estariam sendo produzidos nos cursos de
administração a partir das exigências colocadas atualmente? É necessário
problematizar o que está sendo (re) produzido, a partir dessa lógica, mas
também o que está sendo produzido em outra direção, aquilo que escapa e
cria outros modos de existência. Pensar essa produção nos cursos da área
implica pensar a própria formação dos administradores. A partir da
discussão disparada pelas modulações do capitalismo na atualidade, foi
possÃvel iniciar algumas análises sobre a produção de subjetividade nesses
cursos e fazer alguns apontamentos sobre caminhos investigativos a
serem percorridos.