Objetivo: descrever o perfil das notificações das violências contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Métodos: estudo transversal, descritivo, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, sobre os casos de violência contra as pessoas LGBT, ≥ 10 anos de idade. Para a identificação desta população foram utilizadas no estudo as variáveis da ficha de notificação: orientação sexual, identidade de gênero e violência motivada. Resultados: do total de 302 notificações contra a população LGBT, 209 (62,2%) foram vítimas de violência interpessoal, predominantes na faixa etária de 20 a 59 (81,3%), sendo 58,9% gays/lésbicas e 16,3% mulheres transexuais. Quanto à motivação está associada à homofobia/lesbofobia/bifobia/transfobia (54,3%), com maior ocorrência em suas residências e praticadas por homens. Conclusão: o perfil aponta que a população foi vítima de violência relacionada à homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia com a maior ocorrência em suas residências e praticadas por homens. Contribuições para a prática: reforçar a relevância epidemiológica da notificação compulsória da violência com destaque para o preenchimento das opções de orientação sexual e identidade de gênero, para favorecer o rastreio das informações e o planejamento de ações para reduzir as vulnerabilidades que os abarcam.
Objective: to describe the profile of violence reports against lesbian, gay, bisexual, transvestite and transgender people. Methods: a cross-sectional, descriptive study using data from the Notifiable Diseases Information System on cases of violence against LGBT people ≥ 10 years old. To identify this population, the variables from the notification form were used in the study as follows: sexual orientation, gender identity and motivated violence. Results: of the total of 302 notifications against the LGBT population, 209 (62.2%) were victims of interpersonal violence, predominantly in the 20-59 age group (81.3%), 58.9% gay/lesbian and 16.3% transgender women. As for motivation, it is associated with homophobia/lesbophobia/biphobia/transphobia (54.3%), with more occurrences in their homes and perpetrated by men. Conclusion: the profile shows that the population has been victims of violence related to homophobia, lesbophobia, biphobia and transphobia, with the greatest occurrence in their homes and practiced by men. Contributions to practice: to reinforce the epidemiological relevance of compulsory violence notification, with an emphasis on filling in the options of sexual orientation and gender identity, in order to favor the tracking of information and the planning of actions to reduce the vulnerabilities that encompass them.