O estudo analisou como a interação entre o ambiente informacional do país e a qualidade da infor-mação contábil está associada à sensibilidade ao risco sistemático das empresas sediadas em países emergentes. A análise, baseada em dados de 11.586 empresas não financeiras, extraídos da base LSEG Data & Analytics, registrados entre 2000 e 2021, totalizou 202.193 observações. Os resulta-dos obtidos indicam que a qualidade das informações contábeis está associada à sensibilidade das empresas ao risco sistemático, com variações dependendo da métrica adotada: relação negativa e significativa no modelo de Dechow e Dichev (2002); e positiva e significativa no modelo Jones Modi-ficado (1991). Além disso, identificou-se que variáveis em nível de empresa, como endividamento e concentração de mercado (medida pelo índice de Herfindahl), influenciam a exposição ao risco siste-mático. Esses achados podem ser interpretados sob a ótica da Teoria da Agência, visto que refletem a relevância da qualidade da informação contábil na mitigação da assimetria informacional entre investidores e gestores. A qualidade das demonstrações financeiras pode reduzir incertezas e custos de agência, ao alinhar as expectativas dos agentes de mercado, afetando a precificação de ativos e a volatilidade das empresas. A principal contribuição do estudo está em evidenciar que a qualidade da informação contábil é um fator relevante na sensibilidade das empresas ao risco sistemático em países emergentes. Esses resultados ressaltam a importância e necessidade de aprimorar o ambiente regulatório e os mecanismos de governança corporativa para reduzir a assimetria informacional e potencializar a eficiência dos mercados financeiros.
The study analyzes how the interaction between a country’s informational environment and the qua-lity of accounting information is associated with the sensitivity to systematic risk of companies ba-sed in emerging markets.The analysis, based on data from 11,586 non-financial companies extracted from the LSEG Data & Analytics database between 2000 and 2021, comprises 202,193 observations. The results indicate that financial reporting quality is associated with firms’ sensitivity to systematic risk, with variations depending on the metric used: a negative and significant relationship in the Dechow and Dichev (2002) model and a positive and significant relationship in the Modified Jones (1991) model. Additionally, firm-level variables such as leverage and market concentration (mea-sured by the Herfindahl index) influence exposure to systematic risk. These findings can be inter-preted through the lens of Agency Theory, as they highlight the importance of financial reporting quality in mitigating information asymmetry between investors and managers. High-quality financial statements can reduce uncertainty and agency costs by aligning market participants’ expectations, thereby affecting asset pricing and corporate volatility. The study’s main contribution lies in demons-trating that financial reporting quality is a key factor in firms’ sensitivity to systematic risk in emer-ging markets. These results emphasize the need to enhance regulatory frameworks and corporate governance mechanisms to reduce information asymmetry and improve financial market efficiency.