A Reforma Sanitária ocorrida nas primeiras décadas da República Brasileira constitui um tema bastante visitado por cientistas de diversas áreas nos últimos anos. Nesse espaço de discussão intelectual, tem se destacado as pesquisas realizadas pelos historiadores e por seus colegas das ciências sociais. Nossa pesquisa se insere no debate mais amplo sobre a história dessa Reforma Sanitária. No entanto, privilegiamos o diálogo entre saúde e educação que esteve presente nos projetos de reforma sanitária e de construção da nação na “Infância†de nossa República. Para isso, analisamos as representações tecidas pelo médico mineiro Belisário Penna sobre a reforma sanitária, a nacionalização dos serviços de saúde pública, e a educação higiênica. O nosso estudo se aproxima da perspectiva da História Cultural, sobretudo no que diz respeito ao aporte teórico ofertado por autores como Roger Chartier de grande auxilio para a nossa análise das fontes e das experiências históricas nelas encenadas. Além disso, nos aproximamos do campo historiográfico que tem realizado pesquisas em história da saúde, da doença e das “artes de curarâ€, a partir de uma perspectiva sociocultural.
The Health Reform held in the first decades of the Brazilian Republic, is a theme much visited by scientists from various fields in recent years. In the space of intellectual discussion, has been highlighted by research carried out by his fellow historians and social sciences. Our research fits into the broader debate about the history of health reform. However, we make the dialogue between health and education that was present in projects of sanitary reform and nation-building in "Childhood" of our Republic. For this, we analyzed the representations woven by the doctor mining Belisário Pena on health reform, nationalization of public health services and hygiene education. Our study approaches the perspective of cultural history, particularly with regard to the theoretical approach offered by authors such as Roger Chartier are extremely helpful for our analysis of the sources and historical experiences of them staged. In addition, we approach the historiographical field that has conducted research on the history of health, illness and "healing arts", from a sociocultural perspective.