O objetivo deste artigo é analisar as relações de gênero em espaços de música popular e independente a partir da atuação de mulheres musicistas no município de Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e documental complementada pela análise quantitativa e qualitativa de dados estatísticos e de um questionário, dirigido aos músicos e às musicistas que atuam na cidade. A motivação para desenvolver tal pesquisa é decorrente da experiência de uma das autoras como instrumentista e professora de música e da proposta de problematizar essas experiências a partir de uma perspectiva geográfica e feminista. Os resultados obtidos demonstram que historicamente as mulheres recebem pouco incentivo para atuar com liberdade no ramo musical e que quando se propõem a ocupar os diversos espaços relacionados à música ainda enfrentam uma série de preconceitos e estigmas. No entanto, assim como em outros contextos, as mulheres têm se inserido no ramo musical e têm buscado ocupar esses espaços no que pode ser caracterizado como um movimento de empoderamento e resistência.
The purpose of this article is to analyze gender relations in popular and independent music spaces based on the performance of women musicians in the city of Ponta Grossa, Parana, Brazil. Therefore, a bibliographical and documentary research was carried out, complemented by quantitative and qualitative analysis of statistical data and a questionnaire, addressed to musicians and musicians who work in the city. The motivation to develop this research stems from the experience of one of the authors as an instrumentalist and music teacher and the proposal to problematize these experiences from a geographical and feminist perspective. The results obtained demonstrate that, historically, women receive little incentive to act with freedom in the musical field and that when they propose to occupy the different spaces related to music, they still face a series of prejudices and stigmas. However, as in other contexts, women have entered the music industry and have sought to occupy these spaces in what can be characterized as a movement of empowerment and resistance.