A Cratera da Colônia, localizada em Parelheiros, na zona sul do município de São Paulo, constitui uma importante feição geomorfológica, com aproximadamente 3,6 km de diâmetro e 10,2 km² de área. A visita de campo, realizada em 30 de maio de 2026, no âmbito da Pós-Graduação em Ensino de Geografia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), teve como objetivo analisar de forma integrada os aspectos geológicos, geomorfológicos, ambientais e sociais da paisagem. A atividade evidenciou que a origem da cratera permanece em debate no meio científico, embora a hipótese de impacto extraterrestre seja sustentada por diferentes evidências geofísicas, geomorfológicas e sedimentológicas. Sua estrutura caracterizada por uma depressão circular, o expressivo preenchimento sedimentar e os registros paleoclimáticos conferem ao local relevância para estudos relacionados à evolução ambiental e climática da região. A dinâmica atual da cratera está diretamente associada às características do relevo e à presença de solos hidromórficos e turfosos, que favorecem a saturação hídrica e condicionam a ocupação urbana no fundo da depressão. Paralelamente, as encostas apresentam intensa ocupação residencial, atividades agrícolas e infraestrutura urbana deficiente, resultando em conflitos relacionados à moradia, ao saneamento, à preservação ambiental e à proteção dos mananciais. A experiência demonstrou o potencial pedagógico da Cratera de Colônia para o Ensino de Geografia, possibilitando estabelecer relações entre tempo geológico, relevo, solos, clima, ocupação urbana e questões socioambientais. Conclui-se que a utilização do trabalho de campo nesse contexto favorece uma aprendizagem significativa e integrada, aproximando os conhecimentos científicos da realidade socioespacial vivenciada pela população local.