Repensar a Criação no mundo da Tecnociência e do Mercado

Atualidade Teológica

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ISSN: 16763742
Editor Chefe: Abimar Oliveira de Moraes
Início Publicação: 30/11/1997
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Teologia

Repensar a Criação no mundo da Tecnociência e do Mercado

Ano: 2016 | Volume: 20 | Número: 52
Autores: Sinivaldo Silva Tavares
Autor Correspondente: S. S. Tavares | [email protected]

Palavras-chave: Mercado, Tecnociência, Ecologia, Criação.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O Mercado e a Tecnociência constituem horizontes de fundo no
interior dos quais se desvelam todos os âmbitos da experiência humana. A
Tecnociência tornou-se horizonte de compreensão do ser humano em relação
ao mundo e si próprio. Não apenas nossos estilos de vida, nosso modo
de trabalhar e viver, são condicionados pela técnica, mas também nossa
identidade mais profunda é dada pela diferença técnica. Somos também
vítimas de um fenômeno descrito como “absolutização do Mercado”,
caracterizado pela mercantilização da vida. O mercado vai se impondo
como único cenário de nossa trama civilizacional atual. Nossos fl uxos vitais
e também os valores e símbolos culturais e religiosos se tornam mercadoria
de consumo e de descarte. Portanto, como elaborar um discurso acerca da
Criação que, acolhendo com responsabilidade os desafi os provenientes desse
preciso contexto, se proponha como genuinamente cristão e ainda relevante
neste início de século XXI?



Resumo Inglês:

The Market and Technoscience represent a deep horizon, within which
the ambit of human experience is unveiled. Technoscience has become the
human horizon of understanding with respect to the world and the individual person. Not only are our lifestyles and ways of working and living conditioned
by technology but, also, at a deeper level, our identity is defi ned by this
technological difference. We, too, are victims of a phenomenon described
as “Market Absolutism”, characterized by the commodifi cation of life. The
Market continues to imose itself as the only scene in the plot of our present
civilization. Our vital streams, values, and cultural and religious symbols
become commodities of consumption and disposal. Therefore, how do we
elaborate a discourse around Creation, responsibly drawing in the prevailing
challenges of this context, that can be understood as genuinely Christian and
still relevant at the beginning of the twenty-fi rst century.