A persistência do racismo na sociedade brasileira se dá em diversas frentes, como a partir da discriminação contra religiões de matriz africana, frequentemente vítimas de ataques e violências. Apesar disso, é necessário considerar a importância de mobilizar uma proteção normativa, principalmente compreendendo a liberdade religiosa como um direito fundamental assegurado no art. 5º, VI da Constituição Federal, e que deve ser assegurado a todos de forma igualitária, inclusive para religiões de matriz africana. A problemática trazida é vislumbrada a partir do caso “Mãe Quida”, que contribui para demonstrar como as violações da liberdade de culto ocorrem de forma específica para cada realidade local. Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo analisar como se dá a proteção do direito à liberdade religiosa considerando o caso de “Mãe Quida”, ocorrido em Sergipe, na qual obteve-se uma responsabilização e compensação sobre os danos causados por agentes públicos.
Racism persists in Brazilian society on several fronts, such as discrimination against African-rooted religions, which are often the victims of attacks and violence. Despite this, it is necessary to consider the importance of mobilizing normative protection, especially understanding religious freedom as a fundamental right guaranteed in art. 5, VI of the Constituição Federal, and which must be guaranteed to everyone equally, including African-rooted religions. The problem brought up is glimpsed from the “Mãe Quida” case, which contributes to demonstrating how violations of freedom of worship occur in a specific way for each local reality. Therefore, the aim of this paper is to analyze how the right to religious freedom is protected, taking into account the “Mãe Quida” case, which took place in Sergipe and led to accountability and compensation for the damage caused by public agents.
El racismo persiste en la sociedad brasileña en varios frentes, como la discriminación hacia las religiones de origen africano, que a menudo son víctimas de ataques y violencia. A pesar de ello, es necesario considerar la importancia de movilizar la protección normativa, especialmente entendiendo la libertad religiosa como un derecho fundamental garantizado en el artículo 5, VI de la Constituição Federal, que debe ser garantizado a todos por igual, incluidas las religiones de origen africano. El problema seanaliza a través del caso “Mãe Quida”, que ayuda a demostrar cómo las violaciones de la libertad de culto se producen de forma específica para cada realidad local. Por lo tanto, el objetivo de este trabajo es analizar cómo se protege el derecho a la libertad religiosa, teniendo en cuenta el caso “Mãe Quida”, que tuvo lugar en Sergipe y condujo a la rendición de cuentas y a la indemnización por los daños causados por agentes públicos.