A poluição atmosférica é considerada o principal fator de risco ambiental para a saúde no mundo. Porém, apesar dessa importância, a medição de poluentes atmosféricos ainda é um desafio em muitas partes do mundo, considerando este cenário, buscamos com esta revisão sistemática investigar o uso de sensores de baixo custo (SBC) para monitoramento do ar na América Latina, onde a má distribuição de estações oficiais limita a gestão ambiental. Utilizando o protocolo PRISMA, foram analisados 87 artigos publicados nos últimos dez anos nas bases Scopus e Web of Science. Os resultados indicam que o material particulado (PM2,5 e PM10) são os parâmetros mais monitorados, com destaque para as marcas Alphasense, Sensirion e Nova Fitness. O custo médio identificado foi de US 71 e US$ 1.573. Redes de monitoramento foram identificadas em 11 cidades, evidenciando o potencial de espacialização de dados. Contudo, a precisão dos SBC é afetada por fatores como umidade e temperatura, tornando a calibração rigorosa indispensável para a confiabilidade dos dados. Conclui-se que os SBC são ferramentas promissoras para complementar redes tradicionais, embora persistam desafios técnicos de manutenção, padronização e a necessidade de pessoal capacitado para garantir a qualidade das informações coletadas.