O papel da cultura de consumo tem sido progressivamente questionado enquanto vetor de felicidade e bem-estar à sociedade. A ideia de refuto aos códigos mercadológicos impostos à comunidade é enfatizado em prol da adoção de valores de equilÃbrio interno e com o ambiente. Assim, mediante uma pesquisa quantitativa, de caráter bibliográfico e de campo, este estudo buscou avaliar o impacto do Materialismo na Simplicidade Voluntária – um dos estilos de vida de Anticonsumo – e o papel moderador do Autocontrole e da Orientação a Longo Prazo em estudantes universitários do curso de Administração. Os resultados da pesquisa apontaram correspondência negativa entre Simplicidade Voluntária e Materialismo, negando a estima exagerada a bens e posses e a supervalorização do consumo. Sugeriu-se, assim, que Simplicidade Voluntária não possui relação significante com o Autocontrole ou com a Orientação a Longo Prazo. A partir dos achados, é possÃvel definir um inÃcio para a expansão do entendimento sobre o indivÃduo detentor de um (ou mais) novo perfil de consumo, que aborda o mundo e as relações que o permeiam diferentemente do perfil consumista considerado habitual. Espera-se que este trabalho estimule estudos futuros, permitindo análises mais complexas sobre o comportamento de Anticonsumo e ampliando o debate sobre o tema no Marketing.
The role of consumption culture has been increasingly questioned as a societies’ vector of happiness
and well-being. The idea of renouncing the market codes imposed to the community gains emphasis
in favor of the adoption of values of internal and external harmony with the environment. Thus,
through a quantitative study, of bibliographical and field research order, this study sought to evaluate
the impact of Materialism in Voluntary Simplicity – one of the lifestyles of Anti-consumerism – and the
moderating role of Self-control and Long-Term Orientation in Bsc. students. The survey results showed a
negative correlation between Voluntary Simplicity and Materialism, denying exaggerated desire of goods
and possessions and overvaluation of consumption. It was suggested that Voluntary Simplicity does not
have a significant relationship with Self-control or the Long Term Orientation. From the findings, it is
possible to define a initial expansion of the understanding of the individual holder of one (or more) new
consumption behavior profile that sees differently the world and the relationships that permeates it. It is
expected that the work will stimulate future studies, allowing more complex analyzes on the behavior of
Anti-consumerism and will broad the debate on the topic among Marketing scholars.