Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre a presença do racismo nas instituições escolares brasileiras. A partir do diálogo entre as obras Do silêncio do lar ao silêncio escolar, de Eliane Cavalleiro, e Racismo Estrutural, de Silvio Almeida, busca-se compreender como o racismo ultrapassa atitudes pontuais ou individuais e se manifesta como parte das estruturas sociais e educacionais. O texto examina as formas sutis e, ao mesmo tempo, poderosas com que a escola reproduz desigualdades raciais e invisibiliza as identidades negras, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Também são discutidas estratégias concretas para enfrentar o racismo nas escolas, com ênfase na valorização da diversidade, na formação de educadores e na promoção de uma educação verdadeiramente antirracista. A proposta é contribuir para a construção de uma escola mais justa, plural e comprometida com a equidade racial.