O presente artigo pretende argumentar em favor da necessidade de ampliação de nossa compreensão da natureza da política e, para tanto, convida a um retorno à filosofia política clássica como instrumento de crítica ao paradigma realista forjado e consolidado pelo pensamento político moderno. Na primeira parte, o artigo explora semelhanças e diferenças entre as ideias de Aristóteles e Maquiavel e destaca a ruptura entre ética e política que marca o nascimento da reflexão política moderna. Em seguida, realiza-se uma análise das ideias políticas de Carl Schmitt, importante representante do realismo maquiaveliano no pensamento contemporâneo. Na terceira parte, sugere-se a necessidade de um novo Renascimento a partir da recuperação de algumas das principais ideias ético-políticas de Platão e Aristóteles. Por fim, propõe-se o resgate da amizade como categoria central para se pensar a vida política.