Este artigo se dedica a uma análise crítica da intersecção entre educação e desigualdades sociais no Brasil, fundamentando-se nos principais paradigmas da sociologia da educação. A investigaçãoaprofunda-se na maneira como o sistema educacional brasileiro opera simultaneamente como um vetor de reprodução e um potencial agente de transformação das estruturas sociais, explorando as dinâmicas entre a democratização do ensino e a persistência das hierarquias sociais. O estudo abrange as contribuições teóricas, tanto as clássicas quanto as contemporâneas, da sociologia da educação, desde as abordagens funcionalistas até as teorias críticas da reprodução social, avaliando sua pertinência ao contexto educacional brasileiro. A metodologia empregada envolve uma revisão bibliográfica sistemática, complementada pela interpretação de dados socioeducacionais brasileiros, com base em pesquisas empíricas recentes sobre a desigualdade educacional. Os achados indicam que, apesar da notável expansão do sistema educacional brasileiro nas últimas décadas, subsistem mecanismos sutis de reprodução das desigualdades sociais que restringem o poder transformador da educação. Conclui-se que uma compreensão sociológica dos processos educacionais é indispensável para a formulação de políticas educacionais mais eficazes na promoção da equidade social, exigindo abordagens que contemplem as múltiplas facetas da desigualdade e seus impactos no âmbito educacional.