O presente artigo examina a inserção e o desenvolvimento da Sociologia no contexto educacional brasileiro, analisando suas trajetórias históricas, desafios contemporâneos e contribuições para a formação crítica dos educandos. A investigação perpassa diferentes momentos históricos, desde as primeiras tentativas de incorporação da disciplina nos currículos escolares até as disputas recentes envolvendo sua obrigatoriedade no ensino médio. O estudo fundamenta-se em revisão bibliográfica que articula autores clássicos e contemporâneos da sociologia da educação, examinando como esta ciência contribui para a compreensão das desigualdades sociais, dos processos de reprodução cultural e das possibilidades de transformação da realidade através da educação. A análise revela que a Sociologia enfrenta resistências de natureza política e ideológica que limitam seu potencial emancipatório, mas simultaneamente representa ferramenta indispensável para o desenvolvimento do pensamento crítico e da consciência cidadã. Conclui-se que a presença efetiva da Sociologia na educação brasileira depende não apenas de garantias legais, mas de condições concretas para sua implementação qualificada, incluindo formação docente adequada, materiais didáticos contextualizados e reconhecimento institucional de sua relevância para a democratização do conhecimento.