Stents Farmacológicos vs. Stents Não-Farmacológicos no Tratamento de Enxertos de Veia Safena

Revista Brasileira De Cardiologia Invasiva

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ISSN: 1041843
Editor Chefe: Áurea Jacob Chaves
Início Publicação: 31/12/1992
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Medicina

Stents Farmacológicos vs. Stents Não-Farmacológicos no Tratamento de Enxertos de Veia Safena

Ano: 2011 | Volume: 19 | Número: 2
Autores: Carlos A. Collet, J. Ribamar Costa Jr., Amanda G. M. R. Sousa, Fausto Feres, Adriana Moreira, Ricardo Costa, Rodolfo Staico, Alejandro Almeida, Dimytri Siqueira, Manuel Cano, Galo Maldonado, Alexandre Abizaid, J. Eduardo Sousa
Autor Correspondente: Carlos A. Collet | [email protected]

Palavras-chave: Stents, Stents farmacológicos, Veia safena.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Embora os stents farmacológicos tenham reduzido
acentuadamente a reestenose e a necessidade de
novas revascularizações na maioria dos cenários clínicos
e angiográficos, o benefício desses dispositivos no tratamento
de lesões em enxertos de veia safena (EVS) ainda precisa
ser definido. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência
de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM)
entre stents farmacológicos e stents não-farmacológicos em
lesões em EVS em pacientes não-selecionados. Métodos:
Foram incluídos pacientes tratados em dois hospitais terciários
entre maio de 2006 e janeiro de 2009. O objetivo primário
foi comparar a incidência de ECAM entre stents farmacológicos
e stents não-farmacológicos durante a hospitalização
e no seguimento a longo prazo. Resultados: No total,
foram incluídos, consecutivamente, 308 pacientes, divididos
de acordo com o tipo de stent implantado (209 com stents
farmacológicos e 99 com stents não-farmacológicos). A
média de idade do grupo foi de 68 anos e a dos EVS, de 10,9
anos. Na fase intra-hospitalar, houve tendência para maior
incidência de ECAM no grupo que recebeu stents farmacológicos
(12% vs. 5,1%; P = 0,06). Até 24 meses, a incidência
de ECAM foi equivalente nos dois grupos (17,2% no
grupo stents farmacológicos vs. 18,2% no grupo stents
não-farmacológicos; P = 0,87). Trombose do stent definitiva/
provável foi semelhante em ambos os grupos (2,3% no
grupo stents farmacológicos vs. 2% no grupo stents
não-farmacológicos; P = 0,94). Conclusões: Nesta série de
pacientes complexos do mundo real, não houve preocupação
com a segurança a longo prazo relacionada ao uso
de stents farmacológicos no tratamento de lesões em EVS,
com incidências similares de morte cardíaca/infarto do
miocárdio/trombose do stent em ambos os grupos.



Resumo Inglês:

Although drug-eluting stents have markedly
reduced restenosis and the need for repeat lesion revascularization
in the vast majority of clinical and angiographic
scenarios, the benefit of these devices for the treatment
of saphenous-vein graft (SVG) lesions is yet to be defined.
The aim of our study was to compare the rate of major
adverse clinical events (MACE) between drug-eluting stents
and bare-metal stents in SVG lesions in non-selected patients.
Methods: Patients treated in two tertiary hospitals between
May 2006 and January 2009 were included. The primary
objective was to compare the incidence of MACE between
drug-eluting stents and bare-metal stents during hospitalization
and in the long-term follow-up. Results: Overall, 308
patients were consecutively enrolled and divided according
to the type of stent deployed (209 with drug-eluting stents
and 99 with bare-metal stents). Mean age was 68 years
and SVG mean age was 10.9 years. In the in-hospital phase
there was a trend towards higher MACE in the drug-eluting
stents group (12% vs. 5.1%; P = 0.06). The incidence of MACE
in up to 24 months was equivalent between groups (17.2%
for the drug-eluting stents group vs. 18.2% for the baremetal
stents group; P = 0.87). Definite/probable stent thrombosis
was similar in both groups (2.3% for the drug-eluting
stents group vs. 2% for bare-metal stents group; P = 0.94).
Conclusions: In this real world series of complex patients
there was no long-term safety concerns related to the use
of drug-eluting stents in the treatment of SVG lesions, with
similar rates of cardiac death/myocardial infarction/stent
thrombosis in both groups.