A doença renal crônica configura-se como um importante problema de saúde pública, exigindo estratégias educativas que favoreçam o autocuidado e a adesão ao tratamento. Objetivo: Sintetizar evidências científicas sobre tecnologias educativas utilizadas no cuidado de pessoas com doença renal crônica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas propostas por Whittemore e Knafl (2005). A questão norteadora foi elaborada com base na estratégia PICO. A busca foi realizada entre fevereiro e abril de 2026 nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO e Google Scholar, combinados com operadores booleanos (AND/OR), visando ampliar a sensibilidade e especificidade na recuperação dos estudos. O principal cruzamento utilizado nas bases de dados foi: (“Chronic Kidney Disease” OR “Renal Insufficiency, Chronic”) AND (“Patient Education” OR “Health Education” OR “Educational Technology” OR “Teaching Materials”) AND (“Self Care” OR “Health Literacy” OR “Treatment Adherence” OR “Health Knowledge, Attitudes, Practice”). Foram incluídos estudos primários publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva e sistematizada. Resultados: Foram incluídos 23 estudos, com predominância de publicações brasileiras e delineamentos metodológicos classificados como nível de evidência VI. As tecnologias educativas identificadas incluíram vídeos (n=6), aplicativos móveis (n=5), cartilhas (n=5), jogos educativos (n=2), além de caderneta, cordel, infográfico, podcast, folheto e curso on-line. De modo geral, os estudos demonstraram que essas tecnologias contribuem para a melhoria do conhecimento em saúde, promoção do autocuidado, aumento da adesão ao tratamento e redução de dúvidas e ansiedade. No entanto, observaram-se limitações recorrentes, como amostras reduzidas, ausência de seguimento longitudinal e escassez de avaliação de impacto clínico a longo prazo. Conclusão: As tecnologias educativas configuram-se como estratégias relevantes no cuidado de pessoas com doença renal crônica, com destaque para o uso crescente de recursos digitais. Contudo, ainda há lacunas quanto à avaliação de sua efetividade em longo prazo e à sua implementação em contextos reais de cuidado, sendo necessários estudos com maior rigor metodológico e foco na aplicabilidade clínica.