Este ensaio analisa criticamente o conceito tradicional de família, evidenciando como transformações sociais, culturais e legais têm desafiado modelos consagrados e excludentes. A partir de uma revisão dos discursos que privilegiam a estrutura consanguínea cisheterossexual, o texto explora a inadequação desse modelo nos dias atuais e destaca a emergência de arranjos familiares baseados em vínculos afetivos e compromissos de convivência – independentemente da presença de filhos. Em diálogo com discussões contemporâneas sobre gênero, o ensaio aprofunda a análise das relações de poder que permeiam tanto as dinâmicas familiares quanto às interações sociais, ressaltando a importância de superar estereótipos e práticas discriminatórias. Fundado em uma ampla bibliografia, o estudo defende a valorização de diversas configurações familiares, apontando para a necessidade de inclusão, igualdade e reconhecimento de formas alternativas de fazer família.