TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA NEUROPEDIATRIA REVISÃO SOBRE O MANEJO NA CLÍNICA NEUROLÓGICA

Revista Faipe

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ISSN: 2179-9660
Editor Chefe: Valéria Oliveira dos Anjos
Início Publicação: 05/01/2011
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA NEUROPEDIATRIA REVISÃO SOBRE O MANEJO NA CLÍNICA NEUROLÓGICA

Ano: 2025 | Volume: 15 | Número: 2
Autores: Lincolins Pereira Soares J, Siulan Maria Soares MOLLGAARD SMSM, Sandra Mirck CUNHA SMC, Mylena da Silva CUNHA M da SC, Maria Lúcia Alves RODRIGUES MLAR, Luiza Roberta da Silva LOPES LR da SL
Autor Correspondente: LPS Soares | [email protected]

Palavras-chave: TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA, NEUROPEDIATRIA, CLÍNICA PEDIÁTRICA, NEURODESENVOLVIMENTO

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) constitui uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação social, nos padrões comportamentais e na integração sensorial, com início precoce e curso persistente. Na prática da neuropediatria, o TEA demanda abordagem clínica ampliada, que ultrapassa o diagnóstico e envolve acompanhamento longitudinal, manejo de comorbidades e articulação multiprofissional. Metodologia: Este estudo consistiu em uma revisão narrativa da literatura sobre o manejo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no âmbito da clínica pediátrica e da neurologia infantil. A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases de dados SciELO, PubMed e MEDLINE, empregando os descritores: Transtorno do Espectro Autista, Neuropediatria, Clínica Pediátrica e Neurodesenvolvimento, nos idiomas português e inglês. Foram considerados artigos originais, revisões narrativas e sistemáticas, além de consensos e diretrizes nacionais e internacionais. Foram excluídas as publicações que não abordavam de forma direta o manejo clínico do TEA. Por se tratar de uma revisão da literatura, o estudo não exigiu submissão à apreciação de Comitê de Ética em Pesquisa, em conformidade com as Resoluções nº 466/2012, nº 510/2016 e nº 674/2022 do CNS/CONEP/MS. Conclusão: O manejo do Transtorno do Espectro Autista na neuropediatria deve ser individualizado, contínuo e centrado na criança e em sua família, integrando avaliação clínica abrangente, intervenção precoce, tratamento adequado das comorbidades e suporte psicossocial. Conforme estabelecido pelo DSM-5-TR o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento de apresentação clínica heterogênea, o que exige diagnóstico oportuno, monitoramento longitudinal e estratégias terapêuticas personalizadas, em consonância com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. A atuação articulada entre a clínica pediátrica, a neurologia infantil e a equipe multiprofissional, com participação ativa da família, é fundamental para a promoção do desenvolvimento funcional, da autonomia e da qualidade de vida da criança. Ademais, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e a integração efetiva com a rede de cuidados especializados constituem pilares essenciais para assegurar acesso oportuno, continuidade assistencial e cuidado integral às crianças com TEA e suas famílias.