O presente artigo analisa o filme Tron (1982) como representação pioneira do ciberespaço e fundadora de um imaginário sobre o tema empregado em produções posteriores como Matrix(1999). Para criar o seu ciberespaço, Tron utiliza elementos dos computadores e videogames de sua época e refere-se à natureza matemática e eletrônica dos ambientes virtuais. Neste artigo discute-se ainda a ideia do ciberespaço como heterotopia e a dificuldade de se estabelecer uma estética que corporifique esta ideia no cinema.
The present article analyzes the movie Tron (1982) as a pioneer cyberspace representation and founder of an imaginary on theme taken in later productions such as Matrix (1999). To create its cyberspace, Tron uses elements of its time computers and video games and refers to the mathematical and electronic nature of virtual environments. In this article we also discuss the idea of the cyberspace as an heterotopy and the difficulty in establishing an aesthetic that embodies this idea in movies.