As Tecnologias da Informação e Comunicação tornam-se cada vez mais complexas e introjetadas no cotidiano da humanidade, em especial a Inteligência Artificial (IA) ante a sua promessa de facilitar o cotidiano das pessoas. No entanto, a IA é uma área em constante evolução, e definir seus limites de forma precisa pode ser difícil. A mercantilização de dados pessoais e a forma desconhecida do controle corporativo quanto à utilização de mecanismos baseados em IA deixam uma nuvemde perguntas quanto à sua natureza e quais caminhos percorrer para que ela sirva aos interesses da sociedade de forma mais previsível. Dessa forma, o presente trabalho possui como marcos teóricos, o conceito de inteligência artificial e o processo legislativo a que esse termo foi submetido considerando o crescente uso de inteligência artificial nos espaços e a contradição envolta à sua definição. Para tanto utilizou-se a revisão bibliográfica sob o prisma jurídico sociológico a fim de compreender como foi construído o anteprojeto de lei para inteligência artificial na União Europeia e como a definição do conceito de IA apresentado por diferentes partes interessadas interferiram no processo comprometendo o entendimento necessário à aplicabilidade e efetividade do objeto legal visto que trata-se de “variável dependente da sociedade e atuando com as noções de eficiência, eficácia e efetividade das relações direito-sociedade".
Information and Communication Technologies are becoming increasingly complex and integrated into the daily lives of humanity, especiallyArtificial Intelligence (AI) due to its promise of facilitating people's routines. However, AI is a constantly evolving field, and defining its boundaries precisely can be challenging. The commercialization of personal data and the unknown form of corporate control over the use of AI-based mechanisms raise a cloud of questions about its nature and the paths to take for it to serve society's interests in a more predictable manner. Thus, this work has as theoretical landmarks the concept of artificial intelligence and the legislative process to which this term has been subjected, considering the growing use of artificial intelligence in various spaces and the contradiction surrounding its definition. To this end, a bibliographic review was conducted from a sociological-legal perspective in order to understand how the draft law for artificial intelligence in the European Union was constructed and how the definition of the AI concept presented by different stakeholders influenced the process, compromising the necessary understanding for the applicability and effectiveness of the legal object, since it is a “dependent variable of society and operates with the notions of efficiency, effectiveness, and efficacy of the law-society relationship”.
Las Tecnologías de la Información y la Comunicación se vuelven cada vez más complejase integradas en la vida cotidiana de la humanidad, especialmente la Inteligencia Artificial (IA) ante su promesa de facilitar la rutina de las personas. Sin embargo, la IA es un área en constante evolución, y definir sus límites de forma precisa puede serdifícil. La mercantilización de datos personales y la forma desconocida del control corporativo respecto a la utilización de mecanismos basados en IA generan una nube de preguntas sobre su naturaleza y qué caminos seguir para que sirva a los intereses de la sociedad de manera más predecible. De esta manera, el presente trabajo tiene como marcos teóricos el concepto de inteligencia artificial y el proceso legislativo al que este término ha sido sometido, considerando el creciente uso de inteligencia artificial en los espacios y la contradicción en torno a su definición. Para ello, se utilizó la revisión bibliográfica desde el prisma jurídico-sociológico con el fin de comprender cómo fue construido el anteproyecto de ley para inteligencia artificial en la Unión Europea y cómo la definición del concepto de IA presentada por diferentes partes interesadas influyó en el proceso, comprometiendo la comprensión necesaria para la aplicabilidad y efectividad del objeto legal, dado que se trata de una “variable dependiente de la sociedad y que actúa con las nociones de eficiencia, eficacia y efectividad de las relaciones derecho-sociedad”.