Este artigo propõe uma análise do processo de significação do comércio, construído no curtametragem Nós e a cidade (CARELLI, 2009), sob a perspectiva dos Mbyá-Guarani residentes em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul. A fundamentação teórico-metodológica alicerça-se na teoria semiótica francesa, com os postulados greimasianos difundidos em solo brasileiro, entre outros autores, por Barros (2002, 2003), Fiorin (1999, 2005) e Lopes e Hernandes (2005). Por meio do tratamento do percurso gerativo de sentido, o texto visa à compreensão de um evento comercial retratado no filme, por meio do qual se alcançam as oposições semânticas cultura x natureza e proveito x detrimento como sendo os efeitos de sentido mais representados nesta produção fílmica.