Neste artigo, analisamos as representações sociais que os profissionais de saúde mental têm acerca dos usos de substâncias psicoativas. Para tanto, foram realizadas entrevistas com os profissionais de saúde de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD), sendo os dados analisados com base na Análise de Conteúdo. Dessas análises, emergiram três categorias reflexivas: a) “Drogas: um olhar dos profissionais do CAPS AD”; b) “Legalização versus criminalização das drogas: o que os profissionais de saúde mental têm a dizer?”; c) “Modelos de tratamento: Redução de Danos versus abstinência”. Os profissionais revelaram dificuldades em trabalhar com a abordagem da Redução de Danos e não apresentam uma posição consolidada a respeito da legalização e criminalização das drogas. Apesar das limitações, este estudo serve como um objeto de reflexão, tendo em vista que propõe uma reorientação das práticas assistenciais em saúde mental.
In this article, we analyze the social representations of mental health professionals about the use of psychoactive substances. Interviews were conducted with health professionals from a Psychosocial Care Center – alcohol and drugs (CAPS AD) and data were analyzed based on Content Analysis. From the analysis, three categories emerged: a) “Drugs: a look from CAPS AD professionals”; b) “Legalization versus criminalization of drugs: what do mental health professionals have to say?”; c) “Treatment models: Harm Reduction versus abstinence”. Professionals have found it difficult to work with the Harm Reduction approach, and do not have a consolidated position on drug legalization and criminalization. Despite the limitations, let this study serve as an object of reflection, in view of a reorientation of our mental health care practices.
En este artículo, analizamos las representaciones sociales de los profesionales de la salud mental sobre el uso de sustancias psicoactivas. Se realizaron entrevistas con profesionales de la salud de un Centro de Atención Psicosocial Alcohol y Drogas (CAPS AD) y los datos se analizaron en función del Análisis de Contenido. Del análisis, surgieron tres categorías: a) “Drogas: una mirada de los profesionales de CAPS AD”; b) “Legalización versus criminalización de drogas: ¿qué tienen que decir los profesionales de la salud mental?”; c) “Modelos de tratamiento: Reducción de Daños versus abstinencia”. A los profesionales les ha resultado difícil trabajar con el enfoque de reducción de daños y no tienen una posición consolidada sobre la legalización y criminalización de las drogas. A pesar de las limitaciones, dejemos que este estudio sirva como objeto de reflexión, en vista de una reorientación de nuestras prácticas de atención de salud mental.