Objetivo: analisar a relação entre a situação vacinal de pacientes internados pela COVID-19 e os desfechos clínicos. Métodos: coorte retrospectiva realizada em um hospital de referência para a COVID-19, incluindo 305 pacientes ≥ 5 anos de idade internados em enfermarias e/ou unidades de terapia intensiva com diagnóstico da COVID-19. Dados de internação foram coletados em prontuários eletrônicos e dados da situação vacinal obtidos no sistema VaciVida. A análise foi realizada por modelos de regressão de Poisson. Resultados: a comparação entre pacientes sem nenhuma dose da vacina e aqueles que receberam dose de reforço apresentou risco relativo de 1,46 (p=0,160), sugerindo um aumento no risco de óbito entre os não vacinados, ainda que sem significância estatística. A comparação entre indivíduos sem vacinação e aqueles com esquema incompleto apresentou risco relativo de 2,42 (p=0,350). Conclusão: observou-se que a maioria dos pacientes que evoluíram para óbito ou necessitaram de cuidados intensivos não possuíam esquema vacinal completo, o que aponta para uma possível tendência a piores desfechos entre indivíduos não vacinados. Contribuições para a prática: os achados reforçam a importância da vacinação e vigilância ativa sobre fatores clínicos de gravidade para orientar condutas em pacientes com COVID-19.
Objective: to analyze the relationship between the vaccination status of patients hospitalized for COVID-19 and clinical outcomes. Methods: retrospective cohort study conducted at a referral hospital for COVID-19, including 305 patients ≥ 5 years of age admitted to wards and/or intensive care units with a diagnosis of COVID-19. Hospitalization data were collected from electronic medical records, and vaccination status data were obtained from the VaciVida system. The analysis was performed using Poisson regression models. Results: the comparison between patients who did not receive any vaccine doses and those who received a booster dose showed a relative risk of 1.46 (p = 0.160), suggesting an increased risk of death among the unvaccinated; however, this was not statistically significant. The comparison between unvaccinated individuals and those with an incomplete vaccination schedule revealed a relative risk of 2.42 (p = 0.350). Conclusion: it was observed that most patients who died or required intensive care did not have a complete vaccination schedule, which points to a possible trend toward worse outcomes among unvaccinated individuals. Contributions to practice: the findings underscore the importance of vaccination and active surveillance of clinical factors associated with severity to inform management in patients with COVID-19.