Vargas e Goulart: o populismo em questão

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ISSN: 2238-0426
Editor Chefe: Francisco Horacio da Silva Frota
Início Publicação: 02/05/2011
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciência política

Vargas e Goulart: o populismo em questão

Ano: 2020 | Volume: 10 | Número: 24
Autores: P.C.D.Fonseca, I.C.Salomão
Autor Correspondente: P.C.D.Fonseca | [email protected]

Palavras-chave: populismo econômico, Getúlio Vargas, João Goulart

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo tem por objeto a economia e as controvérsias sobre a política econômica do segundo governo  Getúlio  Vargas  (1951-1954)  e  do  governo  João  Goulart  (1961-1964),  bem  como  seus  respectivos  significados  históricos.  Apesar  das  diferenças  conjunturais  quando  da  posse  de  Goulart na Presidência da República, sabe-se que ela não diferia em grandes traços do contexto econômico  em  que  Vargas  reassumiu  o  governo,  em  1951:  inflação  crescente  e  tendência  de  desaceleração das taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), às quais se somaram, ao longo do mandato, ao agravamento da situação das contas externas, com déficit no balanço de  pagamentos  e  dificuldades  para  atração  de  capitais  externos.  Guardadas  as  diferenças,  ambos os governos tiveram desfechos trágicos, com consequências políticas e sociais negativas. Partindo das diferentes interpretações acerca da política econômica ao longo desses períodos, refuta-se, assim, a hipótese de que tanto Vargas quanto Goulart se enquadrem no conceito de populismo econômico consagrado pela literatura



Resumo Inglês:

This article deals with the economics and controversies on the economic policy of the second Getúlio Vargas administration (1951-1954) and the João Goulart administration (1961-1964), as well as their respective historical meanings. Despite conjunctural differences when Goulart took office as President, it is known that it did not differ greatly from the economic context in which Vargas resumed his government in 1951: rising inflation and a slowing trend in GDP growth rates. Gross Domestic Product (GDP), which, along with the mandate, added to the worsening external accounts situation, with a balance of payments deficit and difficulties in attracting external capital. In spite of the differences, both governments had tragic outcomes, with negative political and social consequences. Based on the various interpretations of the economic policy throughout these periods, the  hypothesis  that  both  Vargas  and  Goulart  fit  into  the  concept  of  economic  populism,  established  in  the  literature, is refuted.



Resumo Espanhol:

Este artículo tiene como objeto la economía y las controversias acerca de la política económica del segundo gobierno de Getúlio Vargas (1951-1954) y del gobierno de João Goulart (1961-1964), así como sus respectivos significados históricos. A pesar de las diferencias coyunturales cuando Goulart asumió el cargo de Presidente, se sabe que Goulart no difería mucho del contexto económico en el que Vargas reanudó su gobierno en 1951: aumento de la inflación y una tendencia a la desaceleración de las tasas de crecimiento del PIB. Producto Interno Bruto (PIB), que, junto con el mandato, contribuyó al empeoramiento de la situación de las cuentas externas, con  un  déficit  en  la  balanza  de  pagos  y  dificultades  para  atraer  capital  externo.  A  pesar  de  las  diferencias,  ambos gobiernos tuvieron resultados trágicos, con consecuencias políticas y sociales negativas. A partir de las diferentes interpretaciones sobre la política económica a lo largo de estos períodos, se refuta la hipótesis de que tanto Vargas como Goulart se ajustan al concepto de populismo económico consagrado por la literatura



Resumo Francês:

Cet article traite de l’économie et des controverses sur la politique économique du deuxième gouvernement de Getúlio Vargas (1951-1954) et du gouvernement de João Goulart (1961-1964), ainsi que de leurs significations historiques respectives. Malgré les différences conjoncturelles lorsque Goulart a pris ses fonctions de président, on sait qu’il ne différait pas beaucoup du contexte économique dans lequel Vargas a repris son gouvernement en 1951: hausse de l’inflation et ralentissement de la croissance du PIB. Le produit intérieur brut (PIB), qui, avec le mandat, a aggravé la détérioration de la situation des comptes extérieurs, avec un déficit de la balance des paiements et des difficultés à attirer des capitaux extérieurs. Malgré les différences, les deux gouvernements ont eu des résultats tragiques, avec des conséquences politiques et sociales négatives. Sur la base des différentes interprétations  de  la  politique  économique  au  cours  de  ces  périodes,  l’hypothèse  selon  laquelle  Vargas  et  Goulart s’inscrivent dans le concept de populisme économique, consacré par la littérature, est réfutée