Objetiva-se discutir a supervisão de psicoterapia a partir da abordagem centrada na pessoa (ACP). Assim, apresenta-se o posicionamento de Rogers a esse respeito, bem como a visão de autores contemporâneos. Admite-se uma tensão entre a genuinidade presente na psicoterapia e os parâmetros técnicos que guiam esse tipo de relação. Diferentemente de Rogers, entende-se que essa tensão não deve ser superada, mas escutada, a fim de que o psicoterapeuta esteja aberto à diferença do cliente e à própria. A atitude primordial para isso é a presença e a supervisão deve atuar no sentido de acessar a disponibilidade do psicoterapeuta para estar presente. Por fim, indica-se a versão de sentido como um instrumento eficiente para fins de supervisão.
The paper aims to discuss psychotherapy supervision based on the Person-centered Approach (PCA). ́The point of view of Carl Rogers about this subject is presented, as well as the vision of contemporary authors. It is admited that there is a tension between the genuineness present in psychotherapy and the technical parameters guiding this type of relati onship. Diff erently from Rogers’s propositi ons, it is understood that this tension must not be overcome, but it must be listened in order to enable the psychotherapist to be open to the diff erence of the client and his own. The primary aƫ tude on the part of the psychotherapist towards this way of being in the relati onship is to be present, while the supervision must act to access the willingness to be present. Finally, the version of senses is indicated as an effi cient instrument for supervisory purposes.
El objeti vo es discuti r la supervisión en psicoterapia desde el Enfoque Centrado en la Persona (ECP). Por lo tanto, se presenta tanto el posicionamiento de Rogers a este respecto como la visión de autores contemporáneos. Se admite una tensión entre la autenti cidad presente en la psicoterapia y los parámetros técnicos que rigen este ti po de relación. A diferencia de otros, Rogers enti ende que esta tensión no debe ser superada sino escuchada, de modo que el terapeuta esté disponible y abierto a la discrepancia existente entre el cliente y él. La acti tud primordial para esto es la presencia, y la supervisión debe actuar para acceder a la disponibilidad del psicoterapeuta para estar presente. Por últi mo, se indica la versión del senti do como un instrumento efi caz para fi nes de supervisión.