O tema deste texto sao os fenômenos de violência na juventude, analisando o espaço escolar e as experiências de construção de políticas de segurança pública na sociedade contemporânea. Pode-se considerar a microfísica da violência como um dispositivo de poder-saber que consiste em um ato de excesso presente nas relações de poder. Em face da configuração da violência difusa como uma questão social mundial, na vida cotidiana aparece um novo mal-estar civilizatório. Dentre as categorias sociais mais vitimizadas estão os jovens de distintas classe e camadas sociais. Por conseguinte, o espaço escolar aparece como um nó de condensação e de explosao da crise econômica, social e política. O texto defende a hipótese dialógica que enfrenta a violência como um problema a ser trabalhado no processo pedagógico. Esta vida juvenil marcada pelo "conflito social" coloca a sociedade diante da necessidade de desenvolver práticas de negociaçao e de resolução de conflitos. Para empreendê-las, é preciso entender os significados ocultos nos atos de violência. Nos grupos de adolescentes, o vínculo de reconhecimento torna-se relevante e necessário, nao apenas como processo fundamental na construção do aparelho psíquico, mas como procura de reconhecimento pelo outro, que reafirma a alteridade como dinâmica da vida social. Nesta perspectiva, seria importante visualizar as estratégias de convivência de todos os atores no espaço escolar, incorporando as experiências dos jovens e tentando ampliar o respeito do direito à diferença.
The theme of this paper is the phenomena of violence in youth people life, analyzing the school and the experiences of construction of public security policies in contemporary society. We consider the microphysics of violence as a power device that consist an act of excess in power relationship. Among the most victimized, social categories are young people of different social strata and class. Therefore, the school appears as a node of condensation and explosion of economic, social and political crisis. We defend the Dialogic Dynamics hypothesis facing the violence as a problem to be worked in a pedagogical process. This juvenile life marked by social conflicts puts society on the need to develop practices of negotiation and conflict resolution, in an effort to understand the hidden meanings of violent acts. To the teenagers, the recognition becomes a relevant issue, not only as a fundamental process in the construction of the psychic apparatus, but as a demand of recognition by another, which reaffirms the otherness in the social life. In this perspective, it is important to fabric strategies for coexistence of all the social actors in the educational space, incorporating the experiences of young people and trying to broaden the respect of difference.