As mulheres no espectro autista representam uma faceta frequentemente negligenciada na compreensão do autismo, uma vez que a literatura científica e a prática clínica, durante décadas, estiveram centradas nos homens. Essa invisibilidade resulta em atrasos no diagnóstico, dificuldades de acesso a políticas públicas e impacto direto na qualidade de vida. O presente artigo analisa o autismo feminino em suas especificidades, abordando os processos de camuflagem social, os desafios enfrentados no ambiente escolar, acadêmico e profissional, além da contribuição dessas mulheres na construção de práticas sociais mais inclusivas. A pesquisa bibliográfica recorre a autores nacionais que discutem gênero, inclusão e saúde mental, articulando as discussões em um viés didático para tornar o tema acessível ao campo educacional. Os resultados apontam que dar visibilidade às mulheres autistas é essencial para o fortalecimento de diagnósticos precoces, promoção da saúde mental e desenvolvimento de práticas educativas mais humanas e equitativas. Conclui-se que reconhecer tais singularidades é fundamental para uma sociedade mais justa e inclusiva.