A VIVÊNCIA DA MORTE PELO ENFERMEIRO QUE ATUA NO SETOR DE ONCOLOGIA

Bionorte

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ISSN: 2175-1943
Editor Chefe: Árlen Almeida Duarte de Sousa
Início Publicação: 01/02/2014
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

A VIVÊNCIA DA MORTE PELO ENFERMEIRO QUE ATUA NO SETOR DE ONCOLOGIA

Ano: 2014 | Volume: 3 | Número: 1
Autores: S. E. V. Novelino, L. A. C. Finelli
Autor Correspondente: L. A. C. Finelli | [email protected]

Palavras-chave: Morte. Enfermeiros. Atitude Frente à Morte. Enfrentamento. Coping.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Entre os profissionais o tema morte comumente não é discutido por evidenciar a sua própria limitação, como um fracasso na tentativa de manter a vida. Afastada do cotidiano e delegada ao contexto hospitalar, a morte integra a rotina dos enfermeiros, que se referem às dificuldades no enfrentamento da morte. Sentimentos como tristeza, abatimento e frustração foram citados pelos enfermeiros. O objetivo desse trabalho foi investigar a vivência da morte no ambiente de trabalho pelos enfermeiros que atuam no setor oncológico de um hospital do norte de Minas. Trata-se de estudo qualitativo, com uso de entrevista semi-estruturada com avaliação dos resultados por meio da análise do discurso. Foram entrevistados quatro enfermeiros, sendo três do sexo feminino e um do sexo masculino, com idades entre 23 e 33 anos. Os resultados demonstram que o sofrimento se faz presente na vivência de morte dos enfermeiros, sob a forma de tristeza, angústia, frustração e abalo. Os profissionais entrevistados se valem da espiritualidade/religiosidade como ferramenta para se prepararem para a morte dos pacientes. A mesma ferramenta é usada para o preparo daqueles que se encontram sob seus cuidados e estão na iminência de morrer.



Resumo Inglês:

Among professionals the theme of death is not commonly discussed by highlighting its own limitation, as a failure in the attempt to maintain life. Away from the everyday and delegated to the hospital context, death is part of the routine of nurses, which refer to difficulties in coping with death. Feelings of sadness, dejection and frustration were cited by nurses. The aim of this study was to investigate the experience of death in the workplace for nurses working in the oncology ward of a hospital in the north of Minas Gerais. This is a qualitative study, using semi-structured interviews with evaluation of the results by analyzing the speech. Four nurses were interviewed, three females and one male, aged between 23 and 33 years. The results demonstrate that suffering is present in the experience of death of the nurses in the form of sadness, anxiety, frustration and concussion. Professionals interviewed rely spirituality / religiosity as a tool to prepare for the death of patients. The same tool is used for the preparation of those who are under their care and are on the verge of dying.