Vivência de Racismo Institucional por Mulheres Negras em Serviços de Saúde

Revista Psicologia e Saúde

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ISSN: 2177-093X
Editor Chefe: Rodrigo Lopes Miranda
Início Publicação: 01/07/2009
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Psicologia

Vivência de Racismo Institucional por Mulheres Negras em Serviços de Saúde

Ano: 2024 | Volume: 16 | Número: Não se aplica
Autores: Souza, S. T. H. de ., Castro, A. C. G. ., Fernandes, F. E. C. V. ., Pereira, R. C. L. de F. ., Santos, J. M. A. dos ., & Melo, R. A.
Autor Correspondente: Melo, R. A. | [email protected]

Palavras-chave: acismo sistêmico, ética institucional, iniquidades em saúde, discriminação percebida, saúde da mulher

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: O principal determinante da saúde de mulheres negras é o racismo institucional, presente nos próprios serviços de saúde. Para combatê-lo, é necessário entender as condições de vida, saúde e violência a partir das perspectivas de mulheres negras. Objetivo: analisar a percepção de mulheres negras sobre desigualdades raciais na busca por atendimento de saúde em unidades de saúde. Método: Estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, realizado com 13 mulheres autodeclaradas pardas ou pretas; maiores de 18 anos, associadas ou voluntárias da Associação de Mulheres Rendeiras; ou que frequentavam os Centros de Testagem e Aconselhamento. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, nas instituições ou por meio digital, sendo os dados analisados e interpretados mediante a Análise do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultados: Foram construídos dois Discursos do Sujeito Coletivo: “Entendimentos de Racismo Institucional” e “Percepções e Vivências de Racismo Institucional na Saúde”, que permitiram traçar caminhos entre teoria e realidade, comprovando a compreensão de racismo institucional na saúde por mulheres negras e a dificuldade delas em identificá-lo nas suas próprias vivências. Conclusões: Dessa forma, percebe-se a existência do racismo nos serviços de saúde, acompanhado de um silêncio que exacerba as situações de racismo institucional, as quais necessitam urgentemente ser reconhecidas e denunciadas para serem efetivamente combatidas.



Resumo Inglês:

Introduction: The main determinant of black women’s health is institutional racism, which is present in health services themselves. To combat it, it is necessary to understand living conditions, health and violence from the perspectives of black women. Objective: Analyze the perception of black women about racial inequalities in the search for health care in health units. Method: Descriptive-exploratory study, with a qualitative approach, carried out with 13 self-declared brown or black women; over 18 years old, members or volunteers of the Association of Women Lacemakers; or who attended Testing and Counseling Centers. Semi-structured interviews were carried out, in the institutions or digitally, with the data analyzed and interpreted through Collective Subject Discourse Analysis. Results: Two Collective Subject Discourses were constructed: “Understandings of Institutional Racism” and “Perceptions and Experiences of Institutional Racism in Health”, which allowed us to trace paths between theory and reality, proving the understanding of institutional racism in health care by black women and their difficulty in identifying it in their own experiences. Conclusions: In this way, the existence of racism in health services is perceived, accompanied by a silence that exacerbates situations of institutional racism, which urgently needs to be recognized and denounced, and only then will it be effectively combatted.



Resumo Espanhol:

Introducción: El principal determinante de la salud de las mujeres negras es el racismo institucional, presente en los propios servicios de salud. Para combatirlo es necesario comprender las condiciones de vida, la salud y la violencia desde la perspectiva de las mujeres negras. Objetivo: analizar la percepción de las mujeres negras sobre las desigualdades raciales en la búsqueda de atención en salud en las unidades de salud. Método: Estudio descriptivo-exploratorio, con enfoque cualitativo, realizado con 13 mujeres autodeclaradas pardas o negras; mayores de 18 años, socias o voluntarias de la Asociación de Mujeres Encajeras; o que asistieron a centros de pruebas y asesoramiento. Se realizaron entrevistas semiestructuradas, en instituciones o en formato digital, con los datos analizados e interpretados a través del Análisis del Discurso del Sujeto Colectivo. Resultados: Se construyeron dos Discursos Sujetos Colectivos: “Comprensiones del Racismo Institucional” y “Percepciones y Experiencias del Racismo Institucional en Salud”, que permitieron trazar caminos entre la teoría y la realidad, comprobando la comprensión del racismo institucional en salud por parte de las mujeres negras y su dificultad para identificarlo en sus propias experiencias. Conclusiones: De esta manera se percibe la existencia de racismo en los servicios de salud, acompañado de un silencio que exacerba situaciones de racismo institucional y que es urgente reconocer y denunciar, y sólo así combatirlo eficazmente.