A malformação cardíaca é a anomalia congênita isolada mais comum, é responsável por 3% a 5% das mortes no período neonatal. Seu reconhecimento o mais precoce possível é fundamental diante da implicação prognóstica, devido à rápida deterioração clínica e alta mortalidade. Cerca de 20-30% das crianças morrem no primeiro mês de vida, por insuficiência cardíaca ou crises de hipóxia. Por isso, os cuidados de enfermagem prestados a uma criança com cardiopatia devem ser estabelecidos e executados tão logo se suspeite do diagnóstico cardíaco congênito. Objetivo: analisar os cuidados de enfermagem no pós-operatório de crianças com cardiopatias congênitas. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na modalidade de pesquisa eletrônica, realizada em abril de 2018, a fim de responder à seguinte questão: qual é o conhecimento científico produzido, nos últimos 7 anos, acerca dos cuidados no pós-operatório as crianças com cardiopatias congênitas? A coleta de dados foi realizada nas bases de dados ScientificElectronic Library Online (SCIELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com os descritores: cuidados de enfermagem, cuidados pós-operatórios e cardiopatias Foram incluídos artigos publicados na íntegra entre os anos de 2010 a 2017, de procedência nacional. Foram selecionados 13 artigos. Resultados:A complexidade que envolve a assistência à criança no pós-operatório exige a atuação de uma equipe multiprofissional com treinamento específico, cujo grande desafio consistirá em possibilitar o restabelecimento da condição geral da criança, com a preservação da sua integridade biopsicossocial, física e afetiva. Os cuidados de enfermagem no pós-operatório a estas crianças estão relacionados à atenção prestada de forma individualizada, humanizada contínua e qualificada pela equipe durante as primeiras horas após a cirurgia, tendo por objetivo proporcionar ao paciente o restabelecimento do equilíbrio hemodinâmico e ofertar condições de sobrevivência com qualidade de vida. Conclusão: é muito importante que a equipe de enfermagem esteja capacitada para avaliar e prestar assistência de enfermagem às crianças portadoras de cardiopatias congênitas, por isso, os profissionais devem aprimorar seus conhecimentos e realizar treinamentos locais para melhorar esta assistência.