A Guiné-Bissau é um país que, após declarar a sua independência, mergulhou numa sucessão de crises políticas envolvendo, na maioria das vezes, a classe castrense. Essas crises afetaram vários setores da sociedade guineense, nomeadamente, as organizações públicas. Um dos setores mais afetados foi a educação, apresentando indicadores frágeis ao nível do investimento público, infraestruturas escolares, formação de professores, entre outros aspectos. A situação tem merecido a atenção de investigadores e organizações internacionais que atuam no país, destacando os riscos para o desenvolvimento e progresso da nação. O artigo tem como objetivo discutir sobre os impactos da instabilidade política nas políticas públicas educacionais na Guiné-Bissau. Em termos metodológicos, recorreu-se a uma pesquisa de abordagem qualitativa, utilizando fontes bibliográficas e documentais. Os resultados apontam que a instabilidade política é um dos elementos principais para o agravamento das políticas públicas educacionais na Guiné-Bissau, provocando dificuldades ao nível das questões estruturais, nepotismo, falta de investimentos, elevadas taxas de abandono escolar, problemas de formação de professores, reduzidos índices de inovação, fuga de recursos humanos, culminando no baixo desempenho geral do sistema educativo nacional.