Pluralizando o gênero e desestabilizando as normas inteligíveis através de uma “leitura diferente”

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
Salvador / BA
40240730
Site: https://portalseer.ufba.br/index.php/cadgendiv/index
Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Pluralizando o gênero e desestabilizando as normas inteligíveis através de uma “leitura diferente”

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 3
Autores: J. A. Alixandrino, A. L. Pereira
Autor Correspondente: J. A. Alixandrino | [email protected]

Palavras-chave: Performances de Gênero, Literatura, Transgressão, Cis-heteronormatividade, Inteligibilidade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo aborda a diversidade e pluralidade de performances de gênero, fazendo um contraponto à crença dominante de que há apenas uma possibilidade de performance, aquela baseada na cis-heteronormatividade, o que torna as formas “diferentes” de performar gênero invisíveis ou minorizadas. As pessoas que performam identidades de gênero fora do padrão de “normalidade” não têm reconhecido o direito de assumir suas identidades fora da norma cis-heteronormativa. As identidades de gênero aceitáveis ainda são as que estão de acordo com discursos identitários inteligíveis, ou seja, a cis-heteronormatividade é o modelo. O que estiver em desacordo com essa matriz de inteligibilidade não terá reconhecimento. Logo, o que transgredir a base normalizadora, que é a cis-heterossexualidade compulsória, estará sujeito a sanções sociais que da invisibilidade, passando pela minorização, até a punição por meio de violência física e/ou simbólica. Postulamos a necessidade de se pensar o gênero num viés crítico, para que as pessoas possam conhecer e se posicionar de forma consciente e ativa frente aos pré-conceitos da sociedade. Dentre as formas possíveis de reflexão apontamos algumas leituras literárias que problematizam as matrizes inteligíveis cis-heteronormalizadoras e, assim, abrem espaço para se questionar essa normatização, reconhecendo e legitimando as identidades de gênero que a transgridem.